- O PCP pediu esclarecimentos ao Governo sobre a criação do Centro Interpretativo dos 50 anos do 25 de Abril, acusando falta de sentido de Estado e bloqueio da divulgação do significado da revolução.
- A bancada pergunta quais foram os compromissos assumidos pelo Governo anterior e por que não houve notícias concretas sobre a sua execução desde a tomada de posse do Governo PSD/CDS-PP.
- O Expresso informou que o centro está bloqueado pela não cedência do espaço previsto para a sua instalação.
- O Governo indicou abertura para encontrar soluções e sugeriu um espaço na Pontinha, sendo que a solução protocolada para o Terreiro do Paço é inviável porque o Ministério da Administração Interna (MAI) continuará a funcionar no local.
- A comissária executiva das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, Maria Inácia Rezola, mostrou preocupação com o impasse, e o coronel Vasco Lourenço disse que o MAI não sairá das atuais instalações por razões de segurança não especificadas.
O PCP questionou o Governo sobre a criação do Centro Interpretativo dos 50 anos do 25 de Abril, alegando falta de sentido de Estado e bloqueio da divulgação do significado da revolução. A bancada pediu esclarecimentos ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
Segundo a pergunta, após a tomada de posse do Governo PSD/CDS-PP, o processo de criação do centro, previsto para 2026, foi interrompido sem notícias concretas sobre os compromissos assumidos. O Expresso avançou que o espaço para a instalação estaria a ser dificultado pelo Governo.
Posição do PCP
O partido acusa o executivo de não cumprir compromissos herdados do Governo anterior e de falhar promessas associadas às comemorações do 25 de Abril. Os comunistas questionam os motivos do bloqueio e pedem uma explicação clara.
Situação atual e opções de localização
À Lusa, uma fonte oficial do Governo afirmou que há abertura para encontrar soluções, após considerar inviável o espaço inicialmente previsto. Sugeriu-se uma alternativa no espaço da Pontinha, mantendo o MAI no Terreiro do Paço.
A explicação oficial acrescenta que o acordo para o MAI manter as atuais instalações inviabiliza a utilização da área do Terreiro do Paço ocupada pelo Ministério da Agricultura. O Governo ainda não definiu uma data de inauguração para o centro.
Reações e próximos passos
Em setembro, o presidente da Associação 25 de Abril já tinha recebido críticas pela mesma linha de ação do Governo. A comissária executiva Maria Inácia Rezola expressou preocupação com o impasse. O PCP aguarda uma posição concreta do Governo sobre prazos e financiamento.
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