- O chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disseram estar dispostos a contribuir militarmente para uma missão defensiva no Estreito de Ormuz, defendendo a participação dos Estados Unidos na iniciativa.
- A declaração foi feita após uma reunião multinacional no Palácio do Eliseu, em Paris, com a presença de Emmanuel Macron e Keir Starmer.
- Merz informou que a Alemanha poderá intervir após o fim das hostilidades, mediante base jurídica sólida, e que a participação pode incluir desminagem e reconhecimento marítimo.
- Meloni afirmou que Itália está pronta para participar e que a missão naval deverá ser estritamente defensiva, coordenada com atores regionais e internacionais e aguardando o fim das hostilidades.
- Merz pediu a reabertura estável do Ormuz sem custos, em conformidade com o Direito Internacional do Mar, e mencionou a possível participação alemã nas discussões em curso sobre planeamento militar.
Merz e Meloni mostraram-se disponíveis, nesta sexta-feira, para contribuir militarmente numa missão defensiva no Estreito de Ormuz. A declaração surgiu após uma reunião multinacional em Paris, no Palácio do Eliseu, com a presença de Macron e de Starmer. O objetivo é proteger vias marítimas essenciais e reduzir tensões na região.
O chanceler alemão adiantou que a Alemanha participará das discussões de planeamento militar e, se possível, acolheria a participação dos Estados Unidos. Foi sublinhado que a atuação alemã pode incluir desminagem e reconhecimento marítimo, com base jurídica sólida, possivelmente uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.
Meloni reforçou que a Itália está pronta a participar, destacando a importância de uma abordagem exclusivamente defensiva e coordenada com atores regionais e internacionais. A líder italiana falou ao lado de Macron e de Merz, após a reunião.
Contexto e desdobramentos regionais
Trump sugeriu que parceiros da NATO mantenham distância do Estreito de Ormuz, a menos que queiram apenas defender navios petroleiros, após o Irão anunciar a reabertura da via durante a trégua no Médio Oriente. Merz defendeu a reabertura fiável da passagem marítima, em conformidade com o Direito Internacional do Mar, sem pagamentos.
O governo iraniano respondeu à ofensiva de EUA e Israel, iniciando uma sequência de ataques a alvos na região. Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, afetando a economia global, e atacou infraestruturas civis e bases na região. Um cessar-fogo de duas semanas, acordado a 7 de abril, visa facilitar negociações.
As negociações globais continuam a evoluir face a um plano iraniano de dez pontos, que prevê sanções levantadas a troco de não produção de armas nucleares e passagem segura por Ormuz. Até 12 de abril, autoridades iranianas indicaram várias perdas humanas, com balanços divergentes entre fontes oficiais e HRANA.
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