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Família da vítima pede pena máxima para homicida de idoso em Esposende

A família da vítima pede a pena máxima de 25 anos de prisão para o alegado cúmplice do homicídio em Esposende; a outra suspeita continua em fuga

António Amaral Santos tinha 85 anos
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  • O pai da vítima, António Amaral Santos, de 85 anos, foi morto em Esposende a 10 de dezembro de 2024; o advogado da família pediu a pena máxima de 25 anos de prisão para o alegado coautor.
  • O arguido é Salah Mammeri, imigrante argelino; a companheira dele, Kadijah Mammeri (Sandra Luiza Matias dos Santos), está em fuga.
  • A família da vítima pede a condenação por homicídio qualificado e uma indemnização de 150 mil euros; o Ministério Público também aponta para homicídio qualificado, sem quantificar a pena.
  • O arguido sustenta ter apenas ajudado a ocultar o cadáver, negando ter participado no homicídio; a defesa reforça essa versão.
  • O julgamento decorre no Tribunal de Braga e envolve alegações sobre quem cometeu o crime e quem ajudou a enterrá-lo no Pinhal de Ofir.

O advogado da família de António Amaral Santos, octogenário assassinado num apartamento da Vila da Apúlia, Esposende, pediu no Tribunal de Braga a pena máxima de 25 anos de prisão efetiva para o alegado coautor do homicídio, ocorrido a 10 de dezembro de 2024. O pedido foi apresentado durante as alegações finais.

O suspeito principal é Salah Mammeri, um imigrante argelino de 40 anos, que está a ser julgado sozinho. A companheira dele, Sandra Luiza Matias dos Santos, brasileira de 50 anos que adoptou o nome Kadijah Mammeri, continua em fuga. O casal era acolhido no apartamento através de uma associação.

Segundo o processo, a vítima, António Amaral Santos, vivia separado de facto da esposa e estava a residir na Apúlia com o apoio do casal. O Ministério Público, representado pela procuradora Albertina Santos, pediu a condenação por homicídio qualificado, sem quantificar a pena, e a condenação inclui ainda o pagamento de uma indemnização de 150 mil euros à viúva e aos três filhos do falecido.

A defesa, a cargo da advogada Beatriz Vasconcelos, sustenta que o arguido apenas participou na ocultação do cadáver, negando a autoria do homicídio. O arguido tem reiterado que o crime terá sido cometido pela atual companheira, apresentando-a como autora do homicídio. A informação disponível aponta que o arguido afirmou ter participado apenas na ocultação do corpo, após ter acudido ao funeral na GNR de Esposende.

A investigação da Polícia Judiciária de Braga indicou que a história inicial apresentada pelo arguido e pela companheira não correspondia à realidade, o que levou à detenção. A acusação aponta para um homicídio qualificado com dimensão grave do crime, enquanto a defesa enfatiza a participação apenas na ocultação do cadáver.

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