- Diogo Ramada Curto foi dos historiadores mais completos da sua geração, com um leque de interesses que abrangia desde o livro antigo até à arte contemporânea e à história política, social e cultural.
- Passou longos períodos na sala de leitura da Biblioteca Nacional, sendo uma presença constante e dedicada ao estudo.
- Foi professor na Universidade Nova de Lisboa e teve uma carreira internacional em cidades como Florença, Paris e na Brown University.
- Liderou a Biblioteca Nacional de Portugal, deixando obras já concluídas ou em curso e impulsionando a Sala Azul como espaço de trabalho para estudantes.
- Era visto como espírito livre e crítico do meio académico, com uma visão cosmopolita e uma produção científica marcante.
Diogo Ramada Curto, historiador português, faleceu recentemente. Mestre do estudo rigoroso, marcou gerações com uma produção extensa em história, política, cultura e artes. A sua vida esteve ligada a uma sala de leitura onde passava horas entre livros.
Capaz de cruzar épocas, elencava interesses que iam do livro antigo à arte contemporânea, com foco em várias regiões, como Europa, Brasil e África. Mantinha uma visão cosmopolita, sem ficar preso a tribos académicas, e defendia uma literatura séria e aberta.
Foi professor na Universidade Nova de Lisboa, formando várias gerações de investigadores. Na direção da Biblioteca Nacional de Portugal promoveu mudanças relevantes, incluindo a Sala Azul para estudantes. O legado inclui dezenas de obras e artigos marcantes.
Constituiu-se como referência pela qualidade de análise e pela capacidade de intervir publicamente com independência intelectual. Deixou um percurso marcado pela curiosidade, pela ética de trabalho e pela paixão pelos arquivos.
Paralelamente, destacou-se pela convivência com colegas, amigos de várias idades e círculos culturais. O seu dinamismo institucional permanece nos registos da BN e na qualidade de muitas obras que permanece como legado.
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