- Um menino de nove anos viveu mais de um ano fechado numa carrinha nos arredores de Mulhouse, França, sendo encontrado por um vizinho.
- O pai, de 43 anos, foi detido sob suspeita de sequestro, após a criança ter sido encontrada nua, em estado de desnutrição e rodeada de lixo.
- A motivação alegada pelo pai foi evitar que a namorada o internasse num hospital psiquiátrico, decisão que tería tomado no final de 2024.
- As autoridades indicam que o menino vivia na carrinha em posição fetal há muito tempo, utilizando garrafas de plástico e sacos do lixo para as necessidades.
- O pai admitiu ter fechado a filho na carrinha; a namorada, acusada de omissão de socorro e maus-tratos, permanece sob supervisão judicial.
Um menino de nove anos foi resgatado após passar mais de um ano numa carrinha nos arredores de Mulhouse, França. O alerta arrancou de um vizinho que ouviu barulhos junto da carrinha estacionada junto a várias habitações. A criança foi encontrada nua, em estado de desnutrição e rodeada de lixo, segundo as autoridades.
O pai, de 43 anos, foi detido e é suspeito de sequestro. À polícia, o homem alegou ter colocado o filho a viver na carrinha para impedir que a companheira o internasse numa clínica psiquiátrica, no final de 2024. As autoridades não encontraram evidências de problemas psicológicos no menor.
Imagens de uma câmara instalada pelo pai junto à carrinha mostram que o homem se deslocava ao veículo duas vezes por dia, atirando objetos para dentro. O menino vivia na carrinha em posição fetal, tapado com uma manta, e mantinha as necessidades dentro de garrafas e sacos de lixo, indicam as investigações.
Envolvidos e acusações
O pai da criança foi acusado de sequestro, detenção de menores e privação de cuidados de saúde. A namorada, de 37 anos, foi acusada de omissão de socorro e maus-tratos, estando sob supervisão judicial. Além de dois filhos da relação, com 12 e 10 anos, também no agregado familiar. As autoridades destacam que não há indícios de que a criança sofresse de transtornos reconhecíveis. O caso segue em investigação pela justiça francesa.
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