- Stefano Gabbana demitiu-se do cargo de presidente da Dolce & Gabbana, mantendo funções na área criativa, com efeito a 1 de janeiro.
- Alfonso Dolce, irmão de Domenico Dolce, assume o cargo de presidente da empresa.
- A marca enfrenta uma nova ronda de refinanciamento de dívida no valor de 450 milhões de euros.
- As negociações com credores ainda estão em curso, sem mais informações a acrescentar pela empresa.
- Gabbana pondera a opção de vender parte dos 40% que detém na empresa, num momento de reestruturação em curso.
Stefano Gabbana demitiu-se do cargo de presidente da Dolce & Gabbana, a marca cofundada com Domenico Dolce em 1985. A saída é efetiva desde 1 de janeiro, mantendo funções criativas. Alfonso Dolce sucede no comando.
A D&G informou que a mudança é um “processo natural” de evolução organizativa, em pleno movimento de reestruturação. O novo presidente assume num momento de refinanciamento em curso da dívida da empresa.
Segundo a Bloomberg, a Dolce & Gabbana está em negociações com bancos credores para refinanciar 450 milhões de euros. A marca confirmou que as negociações continuam, sem mais comentários para já.
Gabbana, com 63 anos, pode ainda ponderar a venda parcial de 40% da empresa. A possível realocação de participação reforça a leitura de uma reestruturação mais ampla.
Apesar das mudanças, o ambiente na Semana da Moda de Milão manteve-se estável. A marca celebrou a apresentação ao lado de Madonna, sinalizando continuidade criativa e de espetáculo.
Situação financeira e governança
A nova liderança assume num contexto de dívida elevada e de busca por condições de refinanciamento com credores. A gestão afirma manter foco na criação e na rentabilidade, sem alterar o posicionamento da marca.
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