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Ucrânia e Síria anunciam cooperação de segurança em aliança militar

Ucrânia e Síria acordam reforçar cooperação em segurança em Damasco, abrindo caminho a alianças regionais num contexto de tensão com Irão e Rússia

O Presidente sírio Ahmad al-Sharaa, à direita, aperta a mão ao Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy antes de uma reunião no Palácio do Povo em Damasco, Síria, a 5 de abril,
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  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, chegou a Damasco numa visita surpresa, a primeira desde a queda do regime de Bashar al-Assad.
  • Ucrânia e Síria comprometeram reforçar a cooperação em matéria de segurança, num momento em que Kiev procura laços no Médio Oriente.
  • Zelenskyy reuniu-se com o presidente interino Ahmad al-Sharaa e discutiu formas de ultrapassar as consequências da guerra e de apoiar a estabilidade e o desenvolvimento.
  • A visita sucede viagens anteriores de Zelenskyy à Turquia e ao Golfo, com foco em acordos de segurança, troca de experiência em drones e defesa aérea.
  • As bases militares russas na Síria (Khmeimim e Tartus) permanecem, mantendo interesse estratégico para a Rússia e para a relação sírio-russa.

A Ucrânia e a Síria chegaram a um acordo de cooperação em matéria de segurança, durante conversações em Damasco no domingo. A visita de Volodymyr Zelenskyy à Síria ocorreu numa altura em que Kiev busca estreitar laços com o Médio Oriente, no contexto da invasão russa.

Zelenskyy deslocou-se a Damasco para a primeira visita oficial desde que Bashar al-Assad foi deposto, e reuniu-se com o líder interino Ahmad al-Sharaa. O objetivo passa pela intensificação de relações de segurança e pela partilha de experiências, nomeadamente em drones e defesa aérea.

O presidente ucraniano, em post no X, indicou que a Ucrânia apoiou a Síria após a mudança de regime e manifestou disponibilidade para continuar a colaborar na estabilidade e no desenvolvimento do país. Al-Sharaa destacou o foco na cooperação económica e no intercâmbio de conhecimento.

Paralelismo estratégico na região

A cooperação sírio-ucraniana surge num momento de ampla busca por alianças no Médio Oriente, com Kiev a dialogar também com países do Golfo e a avaliar serviços de defesa. A presença de bases russas na Síria continua no centro da relação entre Moscovo e Damasco.

As bases militares russas em território sírio mantêm-se ativas, com Khmeimim e Tartus a desempenhar papéis estratégicos para a Marinha e para operações aéreas russas na região. Tartus serve de apoio logístico e de intercâmbio naval.

Desde a chegada de al-Sharaa ao poder, tem sido evidente uma tentativa de reconstruir ligações internacionais da Síria, ainda que o país mantenha equilíbrio com Moscovo. O governo sírio não pediu a retirada das bases russas até ao momento.

Contexto geopolítico

As informações indicam que, apesar de não existirem garantias de capacidades modernas de defesa anti-balística na Síria, o país oferece uma parceria estratégica pela presença militar russa. A Síria tem recomendado manter acordos que sustentem a sua posição regional.

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