- A tempestade Kristin causou destruição no distrito de Leiria, com impactos sentidos desde a madrugada de 28 de janeiro.
- Dois meses depois, ainda há empresas fechadas e dificuldades de produção; para cumprir encomendas, a concorrência tem ajudado.
- Hugo Simões, sócio-gerente da Ardavi, na Marinha Grande, teve de fechar portas e recorrer ao lay-off, sustentando nove famílias.
- A Ardavi aguarda um portão novo para isolar a área de produção; há água no chão e humidade que atrasam testes à instalação elétrica e o arranque das máquinas.
- Na região Centro, 647 empresas pediram lay-off para 7.079 trabalhadores após o impacto da tempestade.
Desde a madrugada de 28 de janeiro, a tempestade Kristin causou danos no distrito de Leiria, levando ao encerramento de várias empresas na Marinha Grande. A Ardavi, empresa de Hugo Simões, entrou em lay-off pela primeira vez, com impacto direto na produção.
Simões é sócio-gerente da Ardavi e sustenta nove famílias com a microempresa. A unidade teve a cobertura arrancada e enfrenta infiltrações de água. Para retomar a produção, aguarda a instalação de um novo portão de isolamento e a conclusão da desumidificação antes de testar equipamentos.
No total, 647 empresas da região Centro apresentaram pedidos de lay-off para 7079 trabalhadores, após terem a produção afetada pela tempestade Kristin. O levantamento aponta o peso económico da intempérie para o tecido industrial local.
Ajuda entre empresas para cumprir encomendas
Mesmo com os danos, várias firmas recorrem à concorrência para cumprir encomendas urgentes, dada a paralisia na cadeia produtiva. A colaboração entre empresas tem ajudado a manter parte da produção a funcionar.
A situação persiste enquanto as infraestruturas locais são reparadas e as empresas aguardam por soluções rápidas de isolamento, água e energia. O impacto económico mantém-se, com a recuperação a depender de recursos e prazos de reconversão.
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