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Novo aiatolá está vivo, afirma embaixador iraniano em Lisboa

Embaixador iraniano em Lisboa afirma que Mojtaba Khamenei está vivo; ataques dos Estados Unidos e de Israel geram crise económica global e BRICS permanece em silêncio

O embaixador do Irão em Portugal, Majid Tafreshi
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  • O embaixador do Irão em Portugal, Majid Tafreshi, disse à Lusa que o aiatola Mojtaba Khamenei está vivo, rejeitando relatos de morte e divergências sobre a liderança.
  • Tafreshi questionou por que razão haveria de existir dúvida sobre a continuidade da liderança, mantendo o foco na paz e na segurança.
  • A eleição da Assembleia de Peritos, a 8 de março, ainda não produziu confirmação pública de substituição, ainda que se discuta a possibilidade de Moqtaba Khamenei, filho do anterior líder, assumir o cargo.
  • Sobre o papel do BRICS, o embaixador afirmou que o grupo permanece em silêncio, mas pode agir para reduzir o risco de guerra, destacando a atuação do Irão como membro desde 2023.
  • Em relação aos Huthis e aos ataques no terreno, Tafreshi afirmou que as ações visam defender a soberania iraniana e pediu confiança e respeito pelo direito internacional como base para uma solução pacífica.

O novo guia e líder supremo do Irão, aiatola Mojtaba Khamenei, está vivo, afirmou o embaixador do Irão em Lisboa, Majid Tafreshi, em entrevista à Lusa. A declaração surge numa altura de tensões regionais após ataques recentes contra o Irão.

Tafreshi questionou por que razão se não deveria aceitar a notícia da continuidade de Mojtaba Khamenei, referindo que a mensagem permanece clara e que não vale a pena alimentar confusões. A entrevista incidiu sobre a legitimidade da liderança.

O embaixador reiterou que, independentemente de quem ocupou o cargo, Mojtaba ainda não foi visto desde que a Assembleia de Peritos o indicou, a 8 de março, para suceder ao pai. Ele destacou a necessidade de paz e segurança regionais.

Quanto às respostas internacionais, Tafreshi mencionou que China e Rússia, aliados do Irão, bem como os rebeldes Huthis do Iémen, têm estados de silêncio. Defendeu que devem agir através do BRICS e de outras instituições para reduzir o risco de conflito.

O diplomata sustenta que os EUA e Israel precisam interromper as hostilidades e reconhecem que o ataque foi um erro de cálculo. Apontou que o Irão, por sua vez, se mantém fiel aos seus princípios de soberania e defesa.

Sobre os Huthis, Tafreshi indicou que as autoridades de Sanaa foram atacadas pelos EUA, justificando a resposta como defesa da soberania iraniana. Reforçou ainda que o Irão é firme na proteção dos seus cidadãos e valores históricos.

A entrevista ocorria num momento de crise econômica global associada aos ataques entre EUA e Israel e às respostas internacionais. Tafreshi pediu confiança e transparência na comunidade internacional para evitar escaladas.

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