- A programação da Capital Europeia da Cultura Évora_27 envolve dezenas de projectos até ao fim do ano, que dialogam com o conceito de Vagar, orientador da programação, e abordam urgências como a paz, a justiça social, a sustentabilidade e a democracia.
- O programa, apresentado no Teatro Garcia de Resende, em Évora, junta artistas nacionais e internacionais e mistura artistas em início de carreira com nomes já estabelecidos, num caminho de desenvolvimento até 2027.
- Exemplo de estreias: auto-teatro The Quiet Volume, de Ant Hampton e Tim Etchells, na Biblioteca Pública de Évora, de 1 a 9 de maio; The Resting Assembly, da Associação Portuguesa de Cenografia, a 20 de junho.
- Há residências artísticas, conferências e apresentações que cruzam investigação e prática, incluindo música popular reinventada, como El Cante Rasgueado, a 1 de agosto, com Niño de Elche e violas campaniças.
- Destaques adicionais incluem Domínio Público, de Roger Bernat (25 a 27 de setembro), e Guadiana, Festival de Literaturas Afro-Ibero-Americanas, dirigido por Antonio Sáez-Delgado (9 a 11 de outubro).
A programação de Évora_27, que funciona como preparação até 2027 para a Capital Europeia da Cultura, vai dialogar com o conceito de Vagar ao longo deste ano. O objetivo é articular dezenas de projetos culturais de variadas linguagens artísticas com urgências contemporâneas como paz, justiça social, sustentabilidade e democracia.
O projeto foi apresentado numa cerimónia no Teatro Garcia de Resende, em Évora. O diretor artístico John Romão explicou que a programação reúne criadores nacionais e internacionais, com trabalhos que já percorrem o território e outros em estreia em Évora. O objetivo é mostrar diversidade, pertinência europeia e qualidade artística.
Entre as iniciativas, constam residências, conferências e apresentações que unem investigação e prática artística. O programa inclui música popular reinventada e artes de palco, sempre ligados ao conceito de Vagar e às dinâmicas entre património local e criação contemporânea.
Exemplos anunciados incluem o auto-teatro The Quiet Volume, de Ant Hampton e Tim Etchells, com exibição na Biblioteca Pública de Évora entre 1 e 9 de maio. Também chega a cidade o projeto The Resting Assembly, da Associação Portuguesa de Cenografia, em 20 de junho, vindo de Praga.
Paralelamente, estão previstas apresentações de artes visuais, dança, arquitetura e outras práticas, com artistas nacionais e estrangeiros. Destaque para El Cante Rasgueado, em 1 de agosto, que junta Niño de Elche a músicos da viola campaniça David Pereira e Guilherme Colaço.
O teatro participativo Domínio Público, do catalão Roger Bernat, realiza-se entre 25 e 27 de setembro. O Guadiana – Festival de Literaturas Afro-Ibero-Americanas, dirigido por Antonio Sáez-Delgado, decorre de 9 a 11 de outubro. A programação visa reforçar ligações entre património, experimentação e tradições.
Esta estratégia coloca o Vagar como fio conductor de uma narrativa contínua, que procura ligar o trabalho de criadores internacionais com o contexto local. As ações previstas incluem residências artísticas, conferências e apresentações que cruzam investigação e prática.
A programação oficial de Évora_27 tem início a 6 de fevereiro do próximo ano, com a expectativa de consolidar a preparação de Évora para a CEC 2027 e oferecer uma vitrine multifacetada de artes e culturas em torno do conceito orientador.
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