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Criminalidade económico-financeira aumentou 22% em 2025, revela estudo

Aumento de 22% da criminalidade económico-financeira em 2025, ligado ao uso de plataformas informáticas; branqueamento domina infrações e aumenta detenções

Dinheiro
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  • Em 2025, os inquéritos entrados na área económico-financeira aumentaram 22%, com o branqueamento a manter-se como o tipo de infração dominante, registando um crescimento de 42%.
  • O branqueamento representa 53% do total de arguidos, seguido de corrupção ativa (11%) e insolvência (8%).
  • O conjunto de arguidos constituidos em 2025 foi de 1.917, 66% homens, com uma tendência de crescimento de arguidos do sexo feminino.
  • O número de detenidos subiu 154% para 175, sendo 85% do sexo masculino; o aumento deve-se sobretudo ao branqueamento (mais 229%).
  • O relatório aponta maior uso de meios informáticos, incluindo a deep/dark web, e antecipa aumento de crimes de corrupção na área da saúde, devido a falhas de recursos humanos, estruturas e materiais.

O crime económico-financeiro em Portugal registou um aumento de 22% nos inquéritos abertos em 2025, com o branqueamento a manter-se como a modalidade mais relevante. O dado consta do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), divulgado nesta terça-feira.

O relatório vinca que o crescimento de 2025 supera o total de 2023 e 2024. O branqueamento representou 53% dos arguidos e aumentou 42% face a 2024, consolidando a tendência de maior incidência neste tipo de crime. A prossecução ocorre em contexto de uso crescente de plataformas digitais.

Em segundo lugar, a corrupção ativa cresceu 17%, enquanto o abuso de poder registou uma diminuição de 1%. Outras categorias também mostraram acréscimos moderados, como prevaricação de titulares de cargos políticos, fraude e desvio de subsídios.

No entanto, alguns ilícitos diminuíram, entre eles peculato, insolvências, recebimento indevido de vantagem e tráfico de influência. A constituição de arguidos aumentou 50% em 2025 face a 2024, com 1.917 arguidos, sendo 66% homens. Cresce também a participação feminina entre os arguidos.

O crime de branqueamento foi o que concentrou o maior número de arguidos, seguido pela corrupção ativa e pela insolvência. Em termos de detidos, houve um aumento de 154%, totalizando 175 pessoas, com 85% do sexo masculino. A subida deve-se, sobretudo, a mais detenções por branqueamento.

O documento aponta para uma maior utilização de meios informáticos, incluindo a deep e a dark web, na prossecução de crimes económico-financeiros. A tendência indica que estes crimes associados ao meio informático podem manter-se em ascensão.

O RASI alerta ainda para o risco de aumento de crimes de corrupção no setor da saúde, relacionado com procedimentos contratuais de aquisição de bens e serviços, agravado pela carência de recursos humanos, estruturas e equipamentos.

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