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Moedas solicita abertura de inquérito interno sobre caso das luzes de Natal

Autarca Moedas ordena inquérito na Câmara de Lisboa após a Operação Lúmen, com buscas e detenções por suspeita de corrupção em contratos de luzes de Natal

Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa
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  • A Câmara Municipal de Lisboa ordenou a abertura de um inquérito interno na sequência da Operação Lúmen, em despacho assinado pelo autarca Carlos Moedas.
  • A Polícia Judiciária efetuou buscas na secretaria-geral da Câmara de Lisboa e noutras autarquias por suspeitas de corrupção na contratação de luzes de Natal.
  • Investiga-se a possível atribuição de benefício à maior empresa de luzes do país, com dinheiro alegadamente a sair dos cofres da autarquia.
  • Pelo menos quatro pessoas foram detidas, incluindo Alberto Laplaine Guimarães, militante do CDS responsável pela organização de eventos; também houve detenções de um administrador, um funcionário de empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público.
  • Houve 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias em várias zonas do país, com Lisboa, Tavira, Lamego e Maia entre as áreas visadas; Carolina Serrão, vereadora do Bloco de Esquerda, pediu esclarecimentos a Carlos Moedas.

A Câmara Municipal de Lisboa anunciou hoje a abertura de um inquérito interno, ordenado pelo presidente Carlos Moedas, na sequência da Operação Lúmen. O objetivo é apurar factos relacionados com contratos de iluminação de Natal.

A Procuradoria da Justiça (PJ) realizou, na terça-feira, várias buscas na secretaria-geral da Câmara de Lisboa e noutros municípios, no âmbito de suspeitas de corrupção associadas à contratação de empresas de luzes natalícias.

Foi dada detenção a pelo menos quatro pessoas, entre elas Alberto Laplaine Guimarães, militante do CDS responsável pela organização de eventos, segundo a SIC. A PJ já tinha indicado detenções de um administrador e de um funcionário de uma empresa privada, de uma presidente de uma associação privada e de um funcionário público.

Ao todo, a operação incluiu 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias em várias zonas do País, abrangendo entidades públicas e privadas. As Câmaras de Lisboa, Tavira, Lamego e Maia estiveram entre os alvos.

A vereadora do Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa, Carolina Serrão, apresentou pedidos de esclarecimento a Carlos Moedas, reflectindo o escrutínio político envolvido no caso.

Desdobramentos da investigação

As autoridades não avançaram com mais detalhes sobre os elementos apurados nem sobre o papel específico de cada investigado, mantendo o sigilo processual. A Câmara de Lisboa não se pronunciou sobre prazos do inquérito interno.

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