- Portugal tem cerca de 2,7 milhões de toneladas de reservas petrolíferas, entre ENSE, operadores e reservas comerciais.
- Mais de 1,5 milhões de toneladas das reservas estratégicas estão sob gestão da ENSE; há cerca de 938 mil toneladas em reservas físicas entre território nacional e França, e quase 624 mil toneladas em direitos de compra em vários países europeus.
- As reservas dos operadores somam cerca de 800 mil toneladas, enquanto as comerciais podem variar entre 400 a 600 mil toneladas.
- A mobilização total de reservas permite assegurar o consumo nacional durante aproximadamente três meses e meio.
- A AIE pediu a libertação de 400 milhões de barris; Portugal vai libertar 2 milhões de barris das suas reservas estratégicas (cerca de 275 mil toneladas), o que representa 10% do armazenado; a própria AIE admite libertar mais.
Portugal dispõe de cerca de 2,7 milhões de toneladas de reservas petrolíferas, geridas pela ENSE, pelos operadores e pelas reservas comerciais. A existência de estoques não implica eventual falta de produtos, ainda que os preços tenham subido desde o início do conflito no Médio Oriente, com o Brent a rondar os 100 dólares por barril.
Mais de 1,5 milhões de toneladas integram reservas estratégicas sob gestão da ENSE, a entidade central de armazenagem. Em termos físicos, Portugal possui 938 mil toneladas entre território nacional e França, e quase 624 mil toneladas em direitos de compra, em vários países europeus.
Ao todo, as reservas incluem ainda cerca de 800 mil toneladas sob gestão de operadores e entre 400 e 600 mil toneladas em reservas comerciais, que variam mensalmente. A mobilização de toda a capacidade pode assegurar o consumo nacional por cerca de três meses e meio.
Decisão da AIE e efeito em Portugal
A Agência Internacional de Energia (AIE) pediu a libertação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas pelos 32 membros. Portugal comprometeu-se a libertar dois milhões de barris, cerca de 275 mil toneladas, equivalentes a 10% do total armazenado. AIE prevê que possa existir nova libertação caso o cenário se agrave.
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