- Sarkozy voltou ao tribunal para tentar anular a condenação a cinco anos de prisão pela alegada financiamento ilegal da campanha de 2007.
- O ex-presidente francês foi considerado em setembro do ano passado culpado de conspiração criminosa para obter financiamento ilegal da Líbia em troca de favores políticos, diplomáticos e económicos ao regime de Muammar Khadaffi.
- Chegou a cumprir vinte dias de prisão antes de recorrer e ser colocado em prisão domiciliária com pulseira eletrónica; mais tarde escreveu um livro sobre a experiência.
- O recurso está em julgamento e o Ministério Público também recorreu, mantendo o ex-presidente sob julgamento pelos quatro crimes originais: conspiração criminosa, corrupção, uso indevido de fundos públicos e financiamento ilegal da campanha.
- Em caso de nova condenação, Sarkozy pode enfrentar até dez anos de cadeia.
Nicolas Sarkozy voltou esta segunda-feira ao tribunal para tentar anular a condenação a cinco anos de prisão pela alegada financiamento ilegal da campanha de 2007. O recurso centra-se na decisão de condenação por conspiração criminosa relacionada com o financiamento vindo da Líbia.
O ex-presidente francês, de 71 anos, foi considerado culpado em setembro do ano passado de conspiração criminosa para obter financiamento ilegal da campanha em troca de favores políticos, diplomáticos e económicos ao regime de Muammar Khadafi. A sentença prevê o cumprimento de parte da pena.
Sarkozy chegou a cumprir vinte dias de prisão, antes de recorrer e ser colocado em prisão domiciliária com pulseira eletrónica. O ex-chefe de Estado descreveu a experiência como extenuante, tendo escrito um livro sobre o período.
O recurso está agora em julgamento, com o Ministério Público também a recorrer. Sarkozy enfrenta novamente os quatro crimes originais: conspiração criminosa, corrupção, uso indevido de fundos públicos e financiamento ilegal da campanha. A eventual condenação pode elevar a pena total a dez anos de prisão.
Se o tribunal confirmar a condenação, o caso manterá um dos processos mais relevantes a nível político na história recente da França, envolvendo o antigo chefe de Estado e o regime de Khadafi. Não há indicação de data definida para o veredito.
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