- No conflito entre portugueses e italianos pelo domínio do comércio das especiarias, ficou famosa a fuga do Planisfério de Cantino.
- O espião Alberto Cantino, em Lisboa, com apoio de Hercules d’Este, duque de Ferrara, pretendia obter um mapa das navegações portuguesas.
- Cantino subornou um cartógrafo português para fazer uma reprodução do planisfério que estava na Casa da Guiné e da Índia, junto ao Paço da Ribeira.
- O suborno foi de 12 ducados, cerca de 6.000 euros em valores atuais.
- O mapa acabou por sair de Portugal, sendo visto como uma derrota nacional nesta competição de domínio marítimo.
No conflito pelo domínio do comércio das especiarias, a fuga de um mapa ficou marcada como o episódio conhecido hoje como Planisfério de Cantino. O documento surgiu no início do século XVI, em Portugal, numa operação de espionagem entre Portugal e o Ducado de Ferrara.
O responsável pela manobra foi Alberto Cantino, espião que atuava em Lisboa com cobertura diplomática comercial fornecida por Hercules d’Este, duque de Ferrara. A missão consistia em obter um mapa das mais recentes navegações portuguesas.
Cantino agiu em Lisboa, supostamente sob o pretexto de negociar cavalos, e pagou 12 ducados para subornar um cartógrafo português. Em troca, recebeu uma reprodução fiel do planisfério existente na Casa da Guiné e da Índia.
O planisfério foi desenhado junto ao Paço da Ribeira, no local onde hoje se ergue o torreão poente da Praça do Comércio. A peça tornou-se um documento central na disputa entre potências pela rota das especiarias.
A peça, hoje conhecida como Planisfério de Cantino, ilustra as rotas, portos e mares da época e é frequentemente citada como exemplo de espionagem institucional entre estados rivais. O episódio refletiu as táticas de reconhecimento do período.
- Contexto histórico: o mapa oferecido aos Ferrara mostra a importância das rotas marítimas portuguesas na época dos Descobrimentos.
- Localização: Lisboa, com ligação ao Paço da Ribeira e à Casa da Guiné e da Índia.
- Consequência: ganhou notoriedade como símbolo de uma investigação sobre acesso a informações estratégicas.
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