- O corte de pinheiro-manso na herdade do Cabeço da Flauta, em Sesimbra, envolve mais de duas mil toneladas e provocou protesto da população.
- O movimento “Meco Livre” organizou uma manifestação à entrada da propriedade, classificando o abate como ecocídio.
- Os manifestantes pedem apuramento de responsabilidades sobre a emissão e validação dos Manifestos de Corte de Árvores que permitiram o abate de cerca de 1.500 pinheiros mansos.
- O grupo questiona ainda a fundamentação para a alegação de que o Cabeço da Flauta não integra o Sistema Nacional de Áreas Classificadas, apontando para a integração no sistema ecológico relacionado com o Sítio Ramsar da Lagoa de Albufeira.
- O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas assegura que o terreno não está em Zona Especial de Conservação nem na Rede Nacional de Áreas Protegidas, e que a operação não exigia autorização do ICNF; as fiscalizações indicaram não ter havido corte de espécies protegidas nem alteração de uso do solo.
O corte de mais de duas mil toneladas de pinheiro manso na herdade do Cabeço da Flauta, em Sesimbra, originou protesto junto à entrada da propriedade neste domingo. A ação foi organizada pelo movimento “Meco Livre”, que reuniu dezenas de pessoas.
Os manifestantes classificam o abate como ecocídio e pedem o apuramento de responsabilidades institucionais relacionadas com a emissão e validação dos Manifestos de Corte de Árvores. Alegam falta de transparência sobre os fundamentos para afirmar que o Cabeço da Flauta não integra o Sítio Ramsar da Lagoa de Albufeira.
O movimento também questiona se o território integra algum conjunto de proteção ambiental, alegando que a informação pública aponta para a sua inclusão no Sistema Nacional de Áreas Classificadas. O grupo exige esclarecimentos sobre a fundamentação das decisões.
Esclarecimentos do ICNF
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas afirma que o terreno não está inserido em Zona Especial de Conservação nem na Rede Nacional de Áreas Protegidas.
O ICNF acrescenta que a exploração florestal em curso não carece de autorização da instituição, não tendo sido emitida qualquer autorização para a operação. Em fiscalização, verificou-se que as empresas não cortaram espécies protegidas nem alteraram o uso do solo.
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