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Suécia: um ano após a falência da Northvolt, a tecnologia verde continua

Após insolvência da Northvolt, a Europa mantém aposta em baterias verdes, mas o caso evidencia riscos de escala e necessidade de financiamento estável

Suécia afirma-se como polo de energia verde, com 100% da eletricidade a partir de fontes renováveis
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  • Em março de 2025, a Northvolt pediu insolvência, após anos de expansão acelerada e investimentos elevados.
  • Entre 2019 e 2024 construiu duas fábricas na Suécia, com atrasos de produção e metas não atingidas, tendo perdido o contrato da BMW em 2024 e efetuado cortes de 1 500 trabalhadores.
  • Em agosto de 2025, a Lyten adquiriu os ativos remanescentes da Northvolt na Suécia, Polónia e Alemanha, incluindo unidades de produção e a propriedade intelectual.
  • O investimento global em tecnologia verde atingiu 2,3 trilhões de dólares em 2025, com a China, a Índia e o Japão na linha da frente, enquanto a Europa procura manter o seu ecossistema de baterias.
  • Organismos e empresas suecas destacam que o ecossistema de baterias permanece dinâmico, com ênfase na cooperação regional (Suécia, Finlândia e Noruega) e em aprender com o caso para melhorar financiamento e escalonamento.

A Suécia vacinou o debate europeu sobre tecnologia verde com a falência da Northvolt, uma das maiores promessas de baterias de ião de lítio. A insolvência ocorreu em março de 2025, abrindo terreno para reconfigurar o ecossistema sueco de tecnologia limpa. O projeto, que atraíra investidores como Volkswagen e Goldman Sachs, viu a produção ficar aquém do previsto.

Entre 2019 e 2024, a Northvolt ergueu duas fábricas na Suécia, em Skellefteå e Västerås, com planos ambiciosos de quota de mercado. O caminho incluiu atrasos de produção e queda de objetivos, culminando na perda de contratos e reduções de quadro, antes da falência.

Em agosto de 2025, a Lyten, fabricante de baterias de lítio-enxofre, adquiriu os ativos remanescentes da Northvolt na Suécia, Polónia e Alemanha, incluindo unidades e propriedade intelectual. A operação encerrou-se sem a meta de escalonamento atingida pela Northvolt.

A direção anterior apontou à instabilidade geopolítica e à volatilidade da procura como fatores de risco. A equipa anterior enfatizou a necessidade de paciência e de um compromisso de longo prazo por parte de todos os intervenientes.

Situação atual e lições

A Europa continua a apostar em energia verde para reduzir dependência energética, com investimento global em 2025 acima de 2,3 biliões de dólares. Investidores destacam a importância de um ecossistema local robusto, sem depender apenas de grandes projetos.

Especialistas sublinham que o caso Northvolt não determina o futuro da indústria na região. Há quem aponte para sinergias com Finlanda e Noruega e para uma transição que combine produção e inovação em etapas.

Pessoas ligadas ao setor referem que o eco-sistema sueco permanece atrativo para investigação e cooperação internacional. Observa-se, no entanto, uma necessidade de regulação mais clara e de simplificação de processos para apoiar novas empresas.

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