- A Polícia Judiciária deteve, nesta terça-feira, dez pessoas — três ex-administradores de insolvência, um advogado e seis empresários e comerciantes — na operação Cinderela, realizada na área do Grande Porto, Aveiro e Coimbra.
- Os detidos estão indiciados pela prática de associação criminosa, corrupção, burla qualificada, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, entre 2023 e 2025.
- A investigação aponta um esquema que, com créditos fictícios e documentação forjada, permitia o imediato reconhecimento de credores e a aprovação de planos de recuperação, beneficiando devedores em prejuízo dos credores reais.
- Foram realizadas dezoito buscas em residências, empresas e escritórios de advogados, com apreensão de documentação, material informático, dinheiro, objetos de luxo e viaturas de alta gama.
- Os detidos, com idades entre 44 e 77 anos, vão ser apresentados ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto; o inquérito é do DIAP Regional do Porto e contou com cerca de oitenta elementos da Diretoria do Norte e da UNC3T.
A Polícia Judiciária deteve, na terça-feira, três ex-administradores de insolvência, um advogado e seis empresários e comerciantes, no âmbito de uma operação que visa desvendar um esquema criminoso usado em processos de insolvência.
Os detidos são investigados por associação criminosa, corrupção, burla qualificada, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, praticados entre 2023 e 2025, segundo a PJ.
A investigação aponta para uma atuação organizada de intervenientes em processos de insolvência e recuperação de empresas, com documentos forjados para beneficiar os insolventes e prejudicar os credores.
A operação está ligada ao caso do advogado Paulo Topa, detido em dezembro de 2025 por corrupção num esquema de desvio de fundos. Topa encontra-se em prisão preventiva nesse processo, que tem ligações com este.
A operação, designada Cinderela, decorreu principalmente nas regiões do Grande Porto, Aveiro e Coimbra, com 18 buscas domiciliárias e não domiciliárias em residências, empresas e escritórios de advogados.
Foram apreendidos documentos, equipamento informático, dinheiro, objetos de luxo e veículos de alto valor, associados aos crimes em investigação, segundo a PJ.
Os detidos, com idades entre 44 e 77 anos, serão apresentados ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para o primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
O inquérito é dirigido pelo DIAP Regional do Porto, com o envolvimento de cerca de 80 elementos da Direção do Norte e de equipas de análise digital da UNC3T, da Polícia Judiciária.
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