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Castelo de Paiva: 25 anos depois ainda há feridas por sarar

Vinte e cinco anos depois, Castelo de Paiva ainda carrega as feridas da queda da Ponte Hintze Ribeiro, com apoio psicológico a familiares

25 ANOS QUE ASSINALAM A QUEDA DA PONTE ENTRE OS RIOS
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  • A Ponte Hintze Ribeiro caiu a 4 de março de 2001, ligando Entre-os-Rios a Castelo de Paiva, e lançou autocarro e três carros para o Douro.
  • Morreram 59 pessoas e a maioria dos corpos não apareceu.
  • 25 anos depois, o luto continua e várias famílias recebem apoio psicológico.
  • Ilda da Rocha Martins recorda que 13 familiares morreram nessa noite, incluindo mãe, irmão, sobrinho e dez primos.
  • O acidente marcou a região do Douro e deixou feridas que persistem na comunidade.

O distrito de Castelo de Paiva relembra, 25 anos depois, a queda da Ponte Hintze Ribeiro, que aconteceu a 4 de março de 2001. O desabamento lançou um autocarro e três veículos para o Douro, causando 59 mortes. A tragédia ainda hoje marca a região.

Entre as vítimas estavam pessoas que viviam em Castelo de Paiva e em Entre-os-Rios, a ligação entre as duas comunidades foi interrompida de forma abrupta. O balanço aponta para uma consolidação de luto ao longo dos anos e para dificuldades contínuas no apoio às famílias.

A distância temporal não sanou o sofrimento. Sobreviventes enfrentam ainda episódios de dor e desorientação, com hoje o foco em apoio psicológico disponível a familiares. Mantêm-se memórias vivas de muitos que perderam entes queridos naquela noite.

Impacto e apoio psicológico

Para quem ficou, o luto persiste como uma ferida aberta. Famílias de vítimas continuam a receber acompanhamento especializado, com foco em gestão emocional e reabilitação psico-social. O evento é lembrado anualmente pela comunidade.

O governo e organizações locais reforçam que o acompanhamento não se esgota com o tempo. Existem protocolos de apoio emocional direcionados a adultos, jovens e crianças afetadas pelo desastre. A memória da tragédia permanece presente na região.

A memória colectiva relaciona-se também com o trabalho de investigação e com ações de prevenção de desastres. Comemorar as vítimas serve para assegurar transparência, responsabilização e melhoria de infraestruturas críticas.

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