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Quase 39 mil em tratamento por dependência de álcool e drogas em 2024

Cocaína atinge valores mais altos dos últimos dez anos, enquanto quase 39 mil utentes estavam em tratamento de dependência de droga e álcool em 2024

Quase 39 mil pessoas em tratamento para dependência de álcool e drogas em 2024
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  • Em 2024, quase 39 mil utentes recebiam tratamento para dependência de droga e álcool em Portugal, com a cocaína a atingir os valores mais altos dos últimos dez anos e a heroína a manter importância, mas em queda.
  • Na rede pública, 24.184 utentes estavam em ambulatório; no total iniciaram tratamento 3.714 utentes em 2024 (1.917 novos e 1.797 readmitidos).
  • Em internamento, havia 587 utentes em Unidades de Desabituação e 1.609 em Comunidades Terapêuticas.
  • O número de óbitos associados ao consumo foi de 438 em 2024, dos quais 66 foram por overdose; houve um aumento de mortes por intoxicação alcoólica de 74% face a 2023.
  • Em termos criminais, registaram-se 18.548 crimes de condução sob efeito de álcool; as participações de violência doméstica ligadas ao consumo de álcool no ano anterior chegaram a 33.356.

Quase 39 mil utentes estavam em tratamento para dependência de droga e álcool em 2024, segundo o ICAD. O documento indica 24.184 pacientes em ambulatório da rede pública, com 3.714 utentes que iniciaram tratamento no ano, sendo 1.797 readmitidos e 1.917 novos casos. A cocaína registou valores recordes em dez anos, enquanto a heroína manteve-se relevante apenas entre as causas de ambulatório, mas em queda relativa.

Entre os internamentos, existem 587 utentes em Unidades de Desabituação e 1.609 em Comunidades Terapêuticas. O conjunto de indicadores aponta uma tendência de descida no consumo de drogas injetáveis e na partilha de seringas, mantendo estáveis as doenças infecciosas associadas, como VIH e hepatites B e C, face ao ano anterior.

A dependência de álcool afetou 14.762 utentes no ambulatório público. Do total que iniciou tratamento em 2024, 5.250, houve 1.802 readmitidos e 3.448 novos utentes. Os internamentos com diagnóstico principal de álcool chegaram a 3.824, com 40.899 quando considerados diagnósticos secundários.

Mortalidade, criminalidade e padrões de consumo

A mortalidade associada ao consumo de substâncias foi de F 438 óbitos em 2024, dos quais 66 por overdose. Apesar da redução de overdoses em 18% face a 2023, os valores dos últimos quatro anos mantêm-se entre os mais altos desde 2009.

As contraordenações ligadas ao consumo diminuíram 29% face a 2023, atribuindo-se a uma clarificação do regime sancionatório da detenção de droga para consumo, com a maioria dos processos relacionados com posse de cannabis (81%) e envolvendo predominantemente pessoas sem toxicodependência (91%).

No que toca ao álcool, registaram-se 18.548 crimes de condução sob influência, menos 23% que em 2023. No último dia de 2024, havia 145 pessoas presas por este crime, menos 10% do que no ano anterior.

Em 2023, observou-se um volume elevado de violência doméstica no âmbito da criminalidade potencialmente associada ao consumo de álcool, com 33.356 participações, o valor mais alto dos últimos dez anos.

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