- Local: sítio pré-histórico no monte Um Erak, Sinai, a cerca de cinco quilómetros a nordeste do templo Serabit al-Khadim.
- As pinturas, feitas com tinta vermelha, datam entre dez mil e cinco mil cento a.C. e representam atividades dos primeiros humanos.
- Incluem um caçador com arco a caçar um íbex, acompanhado por cães de caça, em relevo que reflete estilos de vida da época.
- Existem cenas de camelos e cavalos montados, além de inscrições nabateias que indicam períodos históricos posteriores.
- O abrigo rochoso de arenito tem mais de cem metros de extensão, com profundidade entre dois e três metros, e o local mostra uso contínuo ao longo de diferentes épocas.
O sítio pré-histórico foi descoberto no Sinai, numa zona arenosa do monte Um Erak, a cerca de cinco quilómetros a nordeste do templo faraónico de Serabit al-Khadim. A descoberta envolve pinturas rupestres com tinta vermelha num abrigo rochoso, datadas entre 10.000 e 5500 a.C.
A notícia foi anunciada pela missão arqueológica egípcia do Conselho Supremo de Antiguidades, em Sul do Sinai. O ministério destacou que as imagens refletem atividades dos primeiros humanos, com um valor histórico e artístico excepcional.
Entre as representações estão cenas de animais pintadas no teto do abrigo, e um caçador com arco a perseguir um íbex, acompanhado por cães de caça. Existem também imagens de camelos e cavalos, em diversos estilos, com vestígios de inscrições nabateias.
Descoberta e Contexto Histórico
Textos indicam ainda inscrições árabes e nabateias, sugerindo interações culturais ao longo de períodos históricos posteriores. A equipa documentou o abrigo de arenito com mais de 100 metros de extensão, na encosta leste do monte Um Erak.
O abrigo tem entre dois e três metros de profundidade, com o teto entre meio metro e um metro e meio de altura. A localização estratégica oferece visão para uma área ampla, próxima de antigas áreas de mineração de cobre e turquesa.
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