- A Entidade Reguladora da Saúde registou mais de sete mil reclamações contra hospitais privados no ano passado, uma subida de 14% face a 2024.
- O aumento abrange utentes e situações em instituições privadas, incluindo a CUF Viseu.
- Uma utente da CUF Viseu alega cobrança abusiva após uma urgência: recebeu duas faturas por uma consulta de lombar, de 25,80 euros (subsistema de saúde) e 100 euros (ato particular).
- A fatura adicional refere a administração de injetáveis e uma diária numa sala de observação.
- A utente afirma que só irá pagar após o veredito da reguladora.
A Entidade Reguladora da Saúde registou mais de 7000 reclamações contra hospitais privados no último ano, um aumento de 14% face a 2024. O crescimento ocorre num contexto de escrutínio sobre cobranças, qualidade de atendimento e gestão de custos.
A avaliação da entidade pública aponta para uma melhoria na fiscalização, mas também para uma maior afirmação dos utentes na contestação de valores cobrados. A subida de queixas reforça o debate sobre a transparência de faturas emitidas por privados.
Caso de Esmeralda Sousa
Uma utente da CUF Viseu relata cobrar de forma duvidosa após um episódio de urgência. Segundo o registo, a dor lombar levou-a ao serviço de urgência na noite de 25 de dezembro.
Após atendimento, foi-lhe aplicado um raio‑x à coluna e administrada medicação, conforme descreve. Três dias depois, recebeu duas faturas por email.
Na primeira, o valor de 25,80 euros corresponde ao subsistema de saúde ADSE; a segunda aponta para um ato particular de 100 euros. A última fatura menciona ainda a administração de injetáveis e uma diária numa sala de observação.
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