- O Parlamento vai discutir interdições de acesso às redes sociais por menores de 16 anos.
- Cinco jovens do 9.º ano afirmam que não precisam de proibições, mas de mais formação.
- Nomes: Lara, Joana, Daniel, Jigardeep e Luana frequentam a Escola Secundária de Caneças.
- Eles dizem que as redes têm riscos, mas que proibindo não se resolve o problema, pois há utilização escondida.
- O tema insere-se numa discussão sobre como diferentes países regulam o acesso de jovens às redes sociais.
Ontem, em vésperas de uma sessão parlamentar dedicada à interdição de acesso às redes sociais por menores de 16 anos, cinco jovens partilharam uma perspetiva comum: não acreditam que proibir resolva o problema, defendendo em vez disso maior formação digital. Os alunos afirmam que a educação é a ferramenta mais eficaz para lidar com os riscos online.
Lara, Joana, Daniel, Jigardeep e Luana frequentam o 9.º ano da Escola Secundária de Caneças. Cada um deles deixou claro que a proibição não impede comportamentos nocivos nem evita que os jovens acedam às plataformas de forma furtiva. O objetivo é preparar melhor os adolescentes para navegar com responsabilidade.
A discussão parlamentar ocorre num contexto de pressão para regulamentar o acesso de menores a redes sociais, com foco em idades mais baixas e em mecanismos de proteção. Os estudantes defendem formação em literacia digital, privacidade e avaliação de conteúdos como medidas mais eficazes do que medidas restritivas.
Os jovens voltaram a enfatizar que o problema não se resolve apenas com restrições legais, apontando para a necessidade de educação cívica e parental, bem como de escolas com programas permanentes de educação mediática. O debate público continua, com várias perspetivas a entrar em campo.
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