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MP pede condenação pelo Tribunal de Beja por rede de exploração de imigrantes

MP defende condenação de 22 arguidos no Tribunal de Beja por alegada rede de exploração de imigrantes no Alentejo, com testemunhos e provas apresentadas no julgamento

Das 22 pessoas arguidas, cinco são portuguesas e as restantes são de diversas nacionalidades estrangeiras
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  • O Ministério Público pediu a condenação de mais de 30 arguidos, entre os quais 22 pessoas, no julgamento no Tribunal de Beja por alegada exploração de imigrantes no Alentejo.
  • O processo teve início a 15 de dezembro do ano passado, e na primeira sessão uma das sociedades comerciais foi separada para processo autónomo.
  • O MP defende que todos os arguidos devem ser condenados com base na prova existente e que o colectivo de juízes considere as declarações de arguidos e vítimas na altura da detenção.
  • O caso resulta da Operação Espelho da Polícia Judiciária, relacionada com a alegada exploração de dezenas de trabalhadores imigrantes em herdades agrícolas no Alentejo.
  • As acusações incluem tráfico de pessoas, associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, branqueamento de capitais, além de falsificação de documento ou detenção de arma proibida; alguns arguidos elegeu-se pela absolvição devido à alegada falta de provas concretas.

O Ministério Público (MP) pediu a condenação de mais de 30 arguidos, incluindo 22 pessoas, que estão a ser julgados no Tribunal de Beja por alegada exploração de imigrantes no Alentejo. O julgamento começou a 15 de Dezembro do ano passado e envolve um conjunto de crimes ligados a tráfico de pessoas e exploração laboral. O MP defendeu que todos os arguidos devem ser condenados com base na prova do processo.

Na primeira sessão, foram incluídas 22 pessoas e 13 empresas, mas uma sociedade foi afastada para um processo autónomo. Na manhã de quarta-feira, 11 de Fevereiro, dois arguidos quiseram testemunhar, seguidos das alegações finais que prosseguem à tarde. O MP, representado por duas procuradoras, pediu a condenação de todos os arguidos, destacando a relevância das declarações de arguidos e de vítimas na detenção.

Este processo resulta da Operação Espelho, desencadeada pela Polícia Judiciária em Novembro de 2023, e está relacionado com a alegada exploração de dezenas de trabalhadores imigrantes em herdades agrícolas no Alentejo. Os despachos de acusação apontam crimes de tráfico de pessoas, associação criminosa e auxílio à imigração ilegal, além de branqueamento de capitais.

Contexto e acusações

Entre os arguidos, há cinco nacionais de Portugal e o restante é detentor de várias nacionalidades. O MP sustenta que, antes de 2020, os arguidos criaram uma rede para facilitar a entrada de imigrantes ilegais em Portugal, principalmente vindos da Roménia, Moldova, Ucrânia, Índia, Senegal, Nepal, Timor-Leste e Paquistão, para os empregar em condições de mão de obra quase forçada.

Os trabalhadores viviam em alojamentos degradantes, em quartos sobrelotados, sem climatização e com mau estado de conservação. Em muitos casos não recebiam salário, o que os obrigava a pedir comida para suprir necessidades básicas, de acordo com o despacho de acusação. Para dar aparência de legalidade, os arguidos criaram sociedades comerciais.

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