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Puberdade na Idade Média seria mais longa e começaria mais tarde, aponta estudo

Estudo com mais de duzentos esqueletos de Veranes revela puberdade medieval mais longa e iniciada mais tarde, com menarca entre 14 e 16 anos

Adolescentes
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  • Estudo com mais de duas centenas de esqueletos de Veranes, nas Astúrias, aponta que a puberdade medieval era mais longa e começava mais tarde do que hoje.
  • A pesquisa utilizou dentes e ossos em crescimento para reconstruir o início do estirão puberal, a duração e marcos como a menarca.
  • Nas raparigas, o estirão puberal começava entre nove e dez anos; nos rapazes, entre onze e doze anos; a menarca ocorria geralmente entre catorze e dezasseis anos.
  • A puberdade durava entre oito e onze anos, terminando por volta dos vinte anos, o que é significativamente mais longo do que nas populações atuais.
  • O atraso é atribuído a condições de vida mais exigentes, com maior incidência de doenças, stress fisiológico e dieta restrita; os padrões são consistentes com outras comunidades medievais europeias.

Entre Veranes, no Museu das Astúrias, investigadores examinaram mais de 200 esqueletos medievais para perceber como decorreu a puberdade entre os séculos V e XIV. O estudo, da Universidade Autónoma de Madrid (UAM), revela uma puberdade mais longa e com início mais tardio do que hoje.

A análise, baseada em dentes e ossos em crescimento, permitiu identificar quando começava o estirão puberal, a duração do processo e marcos como a menarca. Os resultados foram publicados na Journal of Archaeological Science: Reports.

Resultados principais

As raparigas começavam o estirão entre os 9 e 10 anos, já os rapazes iniciavam entre os 11 e 12 anos. A autora principal, Danielle Michelle Doe, aponta que o atraso é comum em populações históricas devido a condições de vida mais exigentes.

O estudo constatou ainda que o desenvolvimento acelerava nas fases iniciais da puberdade para raparigas, mas desacelerava mais tarde, em ambos os sexos. Em geral, a puberdade prolongava-se até aos 20 anos.

As placas de crescimento fechavam-se por volta dos 20 anos, implicando uma duração total entre 8 e 11 anos da puberdade. O intervalo é consideravelmente mais longo do que o observado em populações contemporâneas.

A menarca ocorria tipicamente entre os 14 e os 16 anos, alinhando-se com padrões observados em outras comunidades medievais europeias. A pesquisa não excluiu esqueletos com idades imprecisas nem marcadores ambíguos.

Ao ampliar a amostra, os investigadores identificaram casos de desenvolvimento mais tardio ou mais precoce, oferecendo um retrato mais fiel da variabilidade do crescimento medieval na Espanha.

Os sinais de stress nos ossos sugerem ambiente com doenças frequentes, alimentação irregular e fatores sociais que interromperam o desenvolvimento biológico. Ainda assim, os padrões globais mostram estabilidade biológica entre épocas.

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