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Reformistas iranianos detidos após críticas à repressão dos protestos

Reformistas detidos após críticas à repressão dos protestos no Irão; autoridades acusam-nos de apoiar regime sionista e os Estados Unidos

Azar Mansouri, líder da Frente Reformista
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  • Azar Mansouri, líder da Frente Reformista, está entre quatro detidos, acusados de serem “apoiantes do regime sionista e dos Estados Unidos”.
  • As detenções de três políticos reformistas já foram confirmadas pela comunicação estatal; mais uma confirmação ocorreu na segunda-feira; as acusações não ficaram totalmente claras.
  • As detenções ocorrem numa fase de forte repressão aos protestos iniciados no final do ano passado, com milhares de presos para dissuadir novas manifestações.
  • Além de Mansouri, estão entre os detidos Ebrahim Asgharzadeh, Javad Emam e Mohsen Aminzadeh; o advogado de Mansouri informou que não estão esclarecidas as basis das medidas.
  • Simultaneamente, Narges Mohammadi recebeu uma nova pena de sete anos de prisão; o governo continua a enfrentar números conflitantes sobre o saldo de mortes nos protestos, com fontes oficiais a apontar três mil e médicos a sugerir até trinta mil.

Os reformistas iranianos enfrentam detenções após críticas à repressão dos protestos que começaram no fim do ano passado. Azar Mansouri, atual líder da Frente Reformista, está entre os detidos, assim como outros dois políticos associadas ao movimento.

Os meios oficiais confirmaram a detenção de três político s associ ados ao reformismo no Irão, com mais um caso confirmado na segunda-feira. A Justiça não clarificou as acusações, mas descreveu os detidos como apoiantes do regime sionista e dos Estados Unidos.

As detenções ocorrem num contexto de repressão a protestos motivados pela subida do custo de vida e que rapidamente se transformaram em críticas ao regime. As autoridades detêem milhares de pessoas para dissuadir novas manifestações.

Entre os detidos estão Azar Mansouri, líder da Frente Reformista; Ebrahim Asgharzadeh, chefe do comité político; Javad Emam, porta-voz; e Mohsen Aminzadeh, ex-vice-ministro dos Negócios Estrangeiros. Advogado de Mansouri questiona as acusações.

Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, presidente do Supremo Tribunal, afirmou que quem emite críticas internas está do lado do regime sionista e dos Estados Unidos. O gabinete do procurador de Teerão acusa os reformistas de atacar a unidade nacional.

Paralelamente, Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, recebeu uma nova pena de sete anos de prisão por conspiração e propaganda contra o regime. O veredito foi anunciado numa altura de intensa repressão.

Os protestos no Irão continuam, com números conflitantes sobre vítimas. Fontes oficiais falam em três mil mortes, enquanto médicos no terreno apontam para até 30 mil, num balanço não verificado.

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