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Autarca de Almada acusa Governo de acionar meios apenas para freguesia do PSD

Autarquia acusa Governo de acionarem meios de proteção civil apenas na Costa da Caparica, alegando discricionário por interesses partidários e falta de coordenação com a Câmara

Autarca de Almada acusa Governo de ter acionado meios apenas para freguesia do PSD
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  • A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (socialista), acusa o Governo de ter acionado o Exército e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil apenas para a Costa da Caparica, freguesia associada ao PSD.
  • Numa missiva dirigida ao Primeiro-Ministro e aos ministros competentes, afirma que a mobilização ocorreu sem comunicação ou articulação com a Câmara Municipal.
  • O deslizamento de terra em S. João da Caparica levou à retirada de 35 pessoas de três edifícios situados junto à arriba fóssil.
  • A autarca sustenta que não foram respeitadas as normas de proteção civil nem houve contacto com a proteção civil municipal ou sub-regional.
  • Pede que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Direção de Infraestruturas do Exército atuem também noutras zonas fragilizadas do concelho, em coordenação com o município.

A presidente da Câmara de Almada afirmou que o Governo acionou o Exército Português e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para atuar apenas na Costa da Caparica, freguesia do PSD, alegando discriminação institucional. A denúncia chegou numa missiva dirigida ao Primeiro-Ministro e aos ministros de Infraestruturas, Defesa, Administração Interna e Ambiente.

Inês de Medeiros acusa o Governo de ignorar as normas da proteção civil e de não ter contactado a câmara para articular a resposta às intempéries. Diz que poderiam ter sido avaliados outros locais do concelho com igual ou maior risco de deslizamentos.

O deslizamento ocorrido no sábado em São João da Caparica levou à retirada de 35 pessoas de três edifícios junto à arriba fossil. A autarca já tinha feito, na quarta-feira, uma intervenção pública a alertar para a prioridade dos deslizamentos no município.

Contexto

Na missiva, a autarca socialista sustenta que a mobilização de meios sem comunicação com a autarquia violou normas legais. Refere o enquadramento da proteção civil municipal e sublinha que a atuação deve ocorrer com articulação com o Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM).

Considera ainda que a Lei permite ao Presidente da Câmara solicitar a participação das Forças Armadas em missões de Proteção Civil, o que não terá sido feito de forma adequada. Afirmou que houve desrespeito aos procedimentos previstos.

Desdobramentos e pedidos

Inês de Medeiros afirma que o Governo contornou o município, sem valorizar o trabalho de serviços municipais, bombeiros e outras entidades. Reitera que o diagnóstico técnico, já validado pelo LNEC e pela Direção de Infraestruturas do Exército, não permitia medidas estruturais imediatas sem condições de segurança.

A autarca solicita que o LNEC e a Direção de Infraestruturas do Exército mantenham a cooperação com o município, abrindo o apoio a outras áreas igualmente fragilizadas. Espera ainda receber relatórios técnicos ainda no dia da comunicação.

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