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Dia Mundial do Cancro: avanços científicos e novos desafios

Dia Mundial do Cancro: avanços permitem detecção precoce e maior sobrevivência, mas surgem mais diagnósticos em jovens e novos fatores de risco

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  • Cerca de 70% das pessoas diagnosticadas com cancro estão vivas pelo menos cinco anos após o diagnóstico, o valor mais alto já registado; nos anos 1970 era aproximadamente 50%, e a sobrevivência ao cancro do pulmão aumentou 26% nos últimos cinco anos.
  • O progresso deve-se a avanços científicos que permitem detetar a doença mais cedo e tratá-la com maior eficácia, além de identificar causas externas que podem ser prevenidas, como tabagismo, infeção por Helicobacter pylori e HPV (vacinação).
  • Globalmente, os diagnósticos em pessoas com 18 a 49 anos aumentaram quase 80% entre 1990 e 2019, sendo o cancro da mama o mais frequente nesse grupo, seguido por tumores do aparelho digestivo.
  • Fatores apontados como potenciais explicações para o aumento em jovens incluem alimentação ultraprocessada, carne vermelha, álcool, aumento de peso e exposição a químicos na agricultura e indústria animal, com microplásticos já detectados no ambiente e em tecidos humanos.
  • A puberdade precoce e a possível interferência de químicos disruptores hormonais, como ftalatos e “químicos eternos”, bem como o stress, podem contribuir para ciclos hormonais que favoreçam o cancro da mama; a compreensão destes riscos exige mais ciência e investigação.

O Dia Mundial do Cancro celebrau os progressos da ciência na deteção precoce e no tratamento, mas também aponta novos desafios. Dados recentes indicam que hoje há mais sobreviventes de cancro do que nunca.

A American Cancer Society revelou que cerca de 70% das pessoas diagnosticadas com cancro vivem pelo menos cinco anos após o diagnóstico. Em 1970, essa taxa rondava 50%, destacando o ganho em cinco décadas.

Nos últimos cinco anos, a taxa de sobrevivência ao cancro do pulmão aumentou 26%, fruto de avanços tecnológicos e de melhoria nos regimes terapêuticos. O progresso estende-se a várias entidades tumorais.

Este cenário reflete avanços científicos que permitem detetar o cancro mais cedo e tratar com maior eficácia. Contudo, também aponta para desafios ainda por resolver.

A prevenção continua relevante: tabagismo e infeções associadas ao cancro permanecem causas preveníveis. O helicobacter pylori e o HPV são exemplos citados, com a vacinação e a saúde pública a atuarem como fatores-chave.

Surgem novos traços de tendência

Globalmente, os diagnósticos em pessoas entre 18 e 49 anos aumentaram quase 80% entre 1990 e 2019. No grupo etário mais jovem, o cancro da mama é o mais frequente, seguido de tumores do sistema digestivo.

Não obstante a melhoria tecnológica, a incidência entre jovens não se explica apenas pelo maior acesso a exames. Existem fatores de risco adicionais ainda por esclarecer, que vão além do tabagismo.

A alimentação moderna, rica em ultraprocessados, carne vermelha e álcool, pode contribuir para o fenómeno. A exposição a químicos agrícolas e de produção animal também é citada como preocupação.

A presença generalizada de microplásticos no ambiente levanta novas questões de saúde. Como se observa na água, nos alimentos e até em tecidos humanos, estes componentes podem ter impacto a longo prazo.

A puberdade precoce em raparigas, hoje mais cedo, também é apontada como possível fator. O início da fertilidade precoce aumenta a exposição hormonal e pode influenciar o cancro da mama.

Quase todas as hipóteses exigem comprovacões rápidas, uma vez que a ciência levará tempo a esclarecer os mecanismos. O conhecimento contínuo permite responder a novos desafios com decisões informadas.

O conjunto de evidências reforça a necessidade de manter a investigação em áreas como química ambiental, nutrição e saúde pública. Só assim se poderá reduzir a incidência e melhorar a prevenção.

O texto sublinha que o progresso científico é gradual e que não há soluções instantâneas. A contínua cooperação entre investigadores, clínicos e políticas públicas é determinante para enfrentar o cancro.

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