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Susana Frexes afirma que Bruxelas só envia após pedido do governo

Susana Frexes afirma que Bruxelas só envia ajuda mediante pedido formal do Governo; a Proteção Civil diz não estarem esgotadas as capacidades nacionais face à tempestade Kristin

A manutenção sem Glória dos elevadores da Carris
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  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, desafiou o primeiro-ministro a acionar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
  • O presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, disse que não se justifica pedir apoio ainda, pois não esgotámos as nossas capacidades para responder às consequências da tempestade Kristin.
  • Susana Frexes explica, em Bruxelas, que a Europa atua por solidariedade, mas o governo está a avaliar se o prejuízo justifica recorrer aos fundos comunitários.
  • Para aceder às ajudas do Mecanismo de Proteção Civil é necessário um levantamento das necessidades; o governo já faz contas para determinar a elegibilidade.
  • Na prática, dezenas de milhar de pessoas continuam sem luz na zona centro, faltam geradores e há dúvidas sobre a possibilidade de a Europa disponibilizar apoio monetário.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, desafiou o primeiro-ministro Luís Montenegro a ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A pressão ocorre num momento em que a região centro de Portugal enfrenta as consequências da tempestade Kristin.

O presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, afirmou que não é justificado pedir essa ajuda neste momento, alegando que as capacidades nacionais ainda não se esgotaram para responder às consequências da tempestade. A posição foi apresentada enquanto se discute o papel da Europa na assistência a Portugal.

Para mapear o que a Europa pode fazer, Susana Frexes, correspondente em Bruxelas do Expresso e da SIC, explica que os apoios existiriam para situações extraordinárias, desde que o governo apresente necessidades e avaliações de prejuízos. O governo está a fazer contas para determinar a elegibilidade da ajuda, com base no levantamento de necessidades.

Enquanto a proteção civil nacional afirma que não é necessária ajuda externa, o território continua a dejar dezenas de milhares de pessoas sem energia eléctrica, o que agrava a necessidade de geradores e outros reagentes. A pergunta que persiste é se a Europa dispõe de recursos para emprestar rapidamente.

Na prática, o governo avalia os custos e os critérios para aceder a apoios financeiros do mecanismo de proteção civil, enquanto o aparato nacional trabalha para cobrir as faltas de energia e necessidades de evacuação, onde aplicável. A Europa é vista como potencial reservatório de solidariedade em situações extremas.

Este debate surge num contexto de análise sobre o que pode igualmente ser feito pela Europa para secar as lacunas logísticas e humanitárias em áreas afetadas pela tempestade Kristin, com foco na resposta rápida a necessidades críticas. O formato diário do podcast de Paulo Baldaia com Susana Frexes aborda as perspetivas de Bruxelas sobre o tema.

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