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Regime pode levar ao fim de carregadores com baixa utilização

UVE alerta que o novo regime pode levar ao encerramento de milhares de postos em zonas de baixa utilização, caso operadores o decidam

Ainda assim, referiu que há "algumas preocupações relevantes" que importa discutir, indicando a organização do modelo das infraestruturas
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  • A UVE afirmou que as alterações ao regime jurídico da mobilidade elétrica poderão deixar nas mãos dos operadores a decisão de encerramento de postos em zonas com baixa taxa de utilização, incluindo o fim da Tarifa de Acesso às Redes (TAR) de Mobilidade Elétrica.
  • O fim da TAR é visto como um instrumento fundamental para a coesão territorial, e a decisão de encerrar postos nessas zonas é uma preocupação da associação.
  • As mudanças ao mecanismo do ponto único de carregamento, que permite carregar em casa com faturação ao titular de um cartão, são consideradas mais complexas e com custos de instalação mais elevados.
  • A UVE reconhece avanços do regime e a preparação para o futuro, mas insiste numa transição cuidadosa, não defendendo o regresso ao modelo anterior, mantendo as duas opções até haver maior adoção de um dos modelos.
  • A associação também aponta melhorias no acesso a carregadores em condomínios, destacando simplificações na instalação e resolução de questões de arquitetura de edifícios.

Foi apresentado na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação um parecer da Associação dos Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) sobre o regime jurídico da mobilidade elétrica. A instituição considera que mudanças poderão deixar aos operadores a decisão de encerrar postos em zonas de baixa utilização. O debate ocorreu esta terça-feira, em Lisboa.

O presidente da UVE, Pedro Faria, destacou que dois instrumentos do novo regime são problemáticos: o fim da Tarifa de Acesso às Redes de Mobilidade Elétrica (TAR) e alterações ao ponto único de carregamento. A TAR é vista como elemento de coesão territorial essencial no período de transição energética, afirmou.

Para Faria, não há razão objetiva para terminar a TAR, o que poderá dificultar a instalação de postos em zonas com menor utilização. Sobre o ponto único de carregamento, o regime atual é considerado mais complexo e com custos de instalação elevados, prejudicando opções já existentes.

A evolução do regime e impactos previstos

A UVE reconhece avanços relevantes na mobilidade elétrica e elogia o esforço de modernização e alinhamento com a evolução do mercado. Ainda assim, surgem preocupações quanto ao modelo de infraestruturas e à sua implementação gradual.

O presidente da associação afirma que o modelo anterior foi uma escolha certa há cerca de 15 anos, mas admite que o regime proposto pode ser adequado a longo prazo com ajustes. Não defende regressar ao modelo anterior, apenas uma transição gradual e ajustada à realidade do mercado.

A UVE reforça a necessidade de manter duas opções até uma adoção maior de um dos modelos. A ideia é evitar restrições num mercado ainda em consolidação e permitir escolhas naturais dos utilizadores, sejam eles individuais ou frotas.

Apesar das reservas, a associação admite que o regime novo pode simplificar o funcionamento, com a oferta de fidelizações como uma opção económica, seguida pela proposta anterior centrada na entidade gestora Mobi.E. O preço final dependerá de várias soluções.

Questões práticas e queixas dos utilizadores

Entre as queixas mais comuns estão os carregamentos em condomínios. A UVE indica que o novo regime trouxe facilidades para a instalação de carregadores e resolveu problemas arquitetónicos em edifícios, resultado positivo para a expansão da rede.

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