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Governo não se sobrepõe ao juízo técnico da Proteção Civil, afirma Rangel

Governo não vai sobrepor-se ao juízo técnico da Proteção Civil na ativação do Mecanismo Europeu, apelando à responsabilidade e travando oportunismo político

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  • O Governo não vai sobrepor-se ao juízo técnico da Proteção Civil na resposta à depressão Kristin; a ativação do Mecanismo Europeu depende de avaliação técnica.
  • Paulo Rangel apelou ao respeito pelo juízo técnico e criticou o oportunismo político, dizendo que a decisão é uma matéria séria e técnica.
  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, pediu a ativação do mecanismo e disse estar disponível para colaborar; o governo não foi contactado.
  • A Comissão Europeia indicou que o Mecanismo poderia disponibilizar uma grande variedade de apoios, mas ainda não foi solicitado por Portugal.
  • Dez pessoas morreram desde a semana passada; danos em Leiria, Coimbra e Santarém; o governo decretou calamidade em 68 concelhos e lançou um pacote de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

O Governo não vai impor o seu juri técnico às decisões da Proteção Civil no que diz respeito à ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, após a passagem da depressão Kristin. A posição foi reiterada pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em declarações à Lusa durante uma visita oficial à Argélia.

Rangel sublinhou que a ativação depende de regras técnicas e de avaliações feitas pela Proteção Civil, não de decisões políticas. Apelou ainda ao respeito pelo juízo técnico de quem está no terreno, argumentando que o momento exige responsabilidade e cautela.

O governista reforçou que, se a proteção civil considerar necessária uma intervenção adicional, a medida seria acionada de imediato, conforme a evolução meteorológica. Acrescentou que a atuação pública não é uma questão de opinião, mas de prioridade técnica e segurança.

PS e intervenções políticas

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, pediu ao Governo que ative o Mecanismo Europeu para responder aos impactos da tempestade e manifestou disponibilidade para colaborar. O dirigente afirma que o juízo técnico não pode ser substituído por considerações políticas.

Rangel reiterou que o partido não pode confundir intenções políticas com avaliações técnicas. Garantiu manter contacto próximo com Bruxelas, já estabelecido na véspera, para monitorizar eventuais apoios da UE ao país.

Contexto europeu e logística de apoio

A Comissão Europeia indicou que o Mecanismo de Proteção Civil da UE pode oferecer uma ampla variedade de apoios, como desumidificadores e geradores, caso haja pedido por parte de Portugal. Até ao momento, não foi solicitado formalmente qualquer recurso.

Proteção Civil: avaliação de necessidade

O presidente da Proteção Civil declarou que não se justifica, neste momento, ativar o mecanismo europeu. Sustentou que Portugal ainda não esgotou a sua capacidade de resposta e que o mecanismo não serve para suprir lacunas de telhas ou lonas.

Impactos da depressão Kristin

A depressão Kristin provocou danos generalizados, com mortos, feridos e desalojados. As principais consequências incluem destruição de habitações, estradas cortadas, interrupções de energia, água e comunicações, e danos a estruturas e linhas de transporte, sobretudo ferroviárias.

Região mais afetada

Leiria, Coimbra e Santarém concentram a maior parte dos estragos. O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e apresentou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.

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