- Episódio ao vivo do podcast O CEO é o limite, gravado no Podfest 2026, reuniu três líderes sub-30 portugueses com impacto internacional.
- Julieta Rueff, CEO da FlamAid, está radicada em Barcelona e argumenta que abriram caminho mais rápido em Espanha, onde rondas de investimento fecham em cerca de seis meses, em comparação com Portugal.
- André Rangel de Sousa, cofundador da Tryp.com, aponta burocracia e desconfiança como entraves em Portugal para arrancar projetos e atrair investimento, especialmente no setor de hardware.
- Mafalda Rebordão, chefe de IA e Transformação Digital da Microsoft nas Nações Unidas, destaca mobilidade social e o desafio de atrair talento de volta a Portugal, afirmando que a fricção para regressar é um problema central.
- O tema central foi o que Portugal precisa formar em termos de liderança para a Era da Inteligência Artificial, com foco em retenção de talento, ambição e impacto global.
O episódio especial gravado ao vivo no Podfest 2026 reúne três jovens líderes portugueses com atuação internacional: Julieta Rueff, Mafalda Rebordão e André Rangel de Sousa. O foco é entender por que muitos talentos qualificados saem de Portugal e o que seria necessário para retê-los, face à era da IA e à mudança tecnológica global.
Na conversa, fica claro que a mobilidade de talento é influenciada por fatores como agilidade de investimento, ambiente regulatório e cultura de risco. Rueff, fundadora da FlamAid, explica que em Espanha o ciclo de captação de capital é mais rápido, e que o fabrico de hardware exige recursos prévios significativos, o que atrasaria a entrada no mercado se dependesse apenas de investidores nacionais.
Rangel de Sousa, cofundador da Tryp.com, acrescenta que a burocracia em Portugal pode dificultar o lançamento de projetos. Ele compara com Dinamarca, onde há maior confiança em quem quer executar, e revela ter lidado com obstáculos administrativos ao estabelecer uma subsidiária em Portugal, incluindo questões legais e bancárias.
Mafalda Rebordão, diretora de IA e Transformação Digital da Microsoft no Escritório das Nações Unidas, recorda a formação que fez fora do país. Embora reconheça virtudes portuguesas, aponta um problema persistente de mobilidade social e fricção para quem pretende regressar após ganhar experiência no estrangeiro.
A entrevistada destaca que o tema não é apenas sair de Portugal, mas o desafio de voltar e reintegrar-se no ecossistema nacional. A conversa analisa políticas públicas, oportunidades de carreira e a necessidade de criar condições que favoreçam a liderança jovem no contexto tecnológico atual.
O diálogo situa-se num momento em que muitas organizações reportam falta de líderes preparados para cargos de topo. O episódio lança olhar sobre quem terá de liderar a evolução organizacional na era em que a IA redefine funções, competências e também o local de trabalho.
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