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O mundo perdeu quase um quarto das zonas húmidas desde 1970

Desde 1970, quase um quarto das zonas húmidas do mundo sumiu; em Portugal, 32 sítios Ramsar e ações para inventário, controlo de invasoras e sensibilização pública

Praia da Ilha de Faro, Ria Formosa: crias de Chilreta (Sternula albifrons) recem-nascidos aninhados no areal
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  • Globalmente, quase um quarto das zonas húmidas foi perdido desde 1970, correspondendo a cerca de 411 milhões de hectares (22%), com muitas já em más condições ecológicas.
  • Em Portugal, existem 32 sítios Ramsar que totalizam 133.527 hectares; o país faz parte da Convenção Ramsar desde 1980.
  • O Dia Internacional das Zonas Húmidas celebra-se a 2 de fevereiro, com o tema “Zonas húmidas e conhecimento tradicional – celebrar a herança cultural”, para promover a proteção destes locais.
  • O ICNF aponta desafios como a falta de um inventário nacional de zonas húmidas e de planos de gestão eficazes, além de impactos das alterações climáticas, expansão agrícola e espécies invasoras; as prioridades 2026-2028 incluem controlar invasoras, criar o Inventário Nacional de Zonas Húmidas, sensibilizar a população e atualizar dados.
  • As zonas húmidas representam 6% da superfície terrestre e são cruciais para biodiversidade, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, fornecimento de água doce e outros serviços ecossistémicos; as principais ameaças são poluição, urbanização, drenagem e agricultura intensiva.

Quase um quarto das zonas húmidas do mundo desapareceu desde 1970, e boa parte permanece em más condições ecológicas. A informação é apresentada a propósito do Dia Internacional das Zonas Húmidas, que hoje se assinala com o tema “Zonas húmidas e conhecimento tradicional”.

Em Portugal, o evento privilegia ações de conservação e gestão. O país integra a Convenção de Ramsar desde 1980 e possui 32 sítios classificados, cobrindo cerca de 133.527 hectares. Entre eles estão as lagoas de Bertiandos, S. Pedro dos Arcos e a Ria Formosa.

O Dia Internacional das Zonas Húmidas celebra-se a 2 de Fevereiro. A Convenção de Ramsar, assinada em 1971 no Irão, visa a conservação e o uso racional desses ecossistemas. Mais de 1.700 países participam no pacto.

Desafios e prioridades para 2026-2028

Dados oficiais indicam que, no século XVIII a hoje, quase 90% das zonas húmidas mundiais degradaram-se. A perda é três vezes superior à de florestas, agravando riscos climáticos e de água doce.

A população e as autoridades locais的 têm mostrado maior sensibilidade aos benefícios das zonas húmidas para biodiversidade e adaptação climática. Em Portugal, aumentam os projetos de restauro e as celebrações anuais.

Entre os sítios nacionais, destacam-se a Lagoa de Óbidos, as lagoas de Santo André e da Sancha, a Ria Formosa e áreas em Montemor-o-Velho e Ponte de Lima. Mesmo assim, persistem lacunas na gestão adequada.

As principais ameaças continuam a ser poluição, expansão urbana, intensificação agrícola e espécies invasoras. O ICNF aponta a urgência de um inventário nacional e de planos de gestão eficientes.

Prioridade aponta ainda para o controlo de espécies invasoras, o desenvolvimento de um Inventário Nacional de Zonas Húmidas e a sensibilização pública para a conservação.

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