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NATO conduz maiores exercícios militares do ano sem EUA

Steadfast Dart 2026 reúne cerca de 10 mil militares de 11 países, sem os EUA, para testar o destacamento rápido da Força de Reação Aliada no Báltico

NATO realiza os maiores exercícios militares do ano sem participação dos EUA
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  • A NATO iniciou, no domingo, os maiores exercícios previstos para 2026, Steadfast Dart 2026, com cerca de 10.000 efetivos de 11 países e sem participação dos EUA, no mar Báltico.
  • O objetivo é testar a reação rápida da Força de Reação Aliada a longas distâncias, num cenário de conflito com um adversário de poder quase equivalente.
  • O comando está no Quartel-General da Força Conjunta de Brunssum (Países Baixos); Portugal está envolvido apenas na fase inicial naval, e participam Espanha, Turquia, Itália, Bulgária, República Checa, Alemanha e Grécia, com apoio adicional de Bélgica, França e Reino Unido.
  • As manobras seguem em três fases: deslocamento para a Alemanha, treino multinacional entre 9 e 20 deste mês e retirada coordenada das forças.
  • A Marinha espanhola comanda o componente marítimo, com cerca de 2.000 marinheiros e navios, aviões e drones envolvidos; há treinos conjuntos com Portugal, França e Países Baixos entre Kiel e o Báltico, em contexto de tensões com Washington sobre a Gronelândia.

O NATO iniciou no domingo os maiores exercícios militares previstos para 2026, com cerca de 10.000 efetivos de 11 países. Denominado Steadfast Dart 2026, o conjunto de manobras decorre no mar Báltico e não conta com a participação dos EUA. O objetivo é testar a capacidade de resposta a um ataque a um Estado-membro.

O exercício ocorre até ao dia 20 deste mês e é comandado pelo Quartel-General da Força Conjunta de Brunssum, nos Países Baixos. A manobra visa demonstrar o destacamento rápido da Força de Reação Aliada a longas distâncias, num cenário de adversário com poder próximo ao da aliança.

Participam Espanha, Turquia, Itália, Bulgária, República Checa, Alemanha e Grécia, com apoio adicional de Bélgica, França e Reino Unido. Portugal integra apenas a fase inicial naval, sem participação direta na totalidade das operações.

Componente Marítima

A Marinha espanhola comanda o Componente Marítimo da Força de Reação Aliada (ARF), através do Spanish Maritime Forces Headquarters em Rota, Cádis. A coordenação envolve fragatas, caça-minas, aviões de patrulha, helicópteros, drones e a força anfíbia.

A componente marítima decorre entre o Báltico e o Norte, com cerca de 15 navios de várias marinhas. Participam ainda forças anfíbias e meios aéreos para operações conjuntas.

Na semana anterior partiram de Rota seis navios para o Báltico, incluindo as unidades Castilla e Cristóbal Colón, bem como o porta-aeronaves Anadolu, os navios logístico Derya e as fragatas Istambul e Oruçreis. O conjunto total envolve cerca de 2.000 marinheiros, pilotos e fuzileiros.

Durante a travessia para Kiel, na Alemanha, estão previstas manobras conjuntas com Portugal, França e Países Baixos. O objetivo é reforçar a interoperabilidade entre as forças da aliança e a prontidão operacional.

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