- Em 2024, mais de 15,2% da população portuguesa não conseguia aquecer a casa, segundo o Eurostat.
- Portugal registou a maior evolução entre 2023 e 2024 na UE, passando de 20,4% em 2022 para 15,2% em 2024.
- Ainda assim, a taxa portuguesa permanece acima da média da UE, de 8,4%.
- A situação é pior nas regiões com maior vulnerabilidade social e económica, onde a pobreza energética é mais preponderante.
- O Eurostat aponta que a melhoria deve-se a políticas de eficiência energética e investimento em habitação social, mas ainda não chega para garantir aquecimento adequado a todos.
Mais de 15% da população portuguesa não conseguia manter a casa quente em 2024, segundo dados recém-divulgados do Eurostat. O relatório evidencia que Portugal melhorou face a 2022, mas continua entre os países da UE com maior dificuldade de aquecimento doméstico.
A percentagem de pessoas sem conseguir aquecer a casa baixou de 20,4% em 2022 para 15,2% em 2024, uma evolução relevante. Ainda assim, o país permanece acima da média da UE, que é de 8,4%.
Regiões com maior vulnerabilidade social registam maior incidência de pobreza energética, o que agrava o desafio de aquecer habitações. O Eurostat sublinha que progressos têm ocorrido, mas não são suficientes para eliminar as dificuldades.
A melhoria resulta, em parte, de políticas de eficiência energética e de investimentos em habitação social. Contudo, o relatório aponta que persistem lacunas significativas para garantir condições adequadas de aquecimento durante o inverno.
A União Europeia continua a trabalhar para reduzir a pobreza energética e tornar as habitações mais eficientes e acessíveis. Portugal deverá manter o foco em intervenções estruturais para consolidar os progressos registados.
Em termos comparativos, Portugal ainda fica aquém da média europeia, destacando a necessidade de continuar a reforçar o apoio a consumidores vulneráveis. As autoridades nacionais discutem estratégias para acelerar a redução da pobreza energética.
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