- O Departamento de Justiça dos EUA afirmou ter removido milhares de elementos nos últimos documentos do caso Epstein que poderiam identificar vítimas.
- O procurador federal Jay Clayton disse que quase todos os documentos cuja publicação gerou queixas de vítimas foram retirados, junto com um número substancial adicional identificado pelo governo.
- O DOJ explicou que, sempre que alguém sinaliza a necessidade de ocultar informações, o material é republicado numa nova versão dentro de 24 a 36 horas, após validação da queixa.
- O vice-procurador-geral Todd Blanche indicou que houve erros ocasionais, mas que a equipa atuou rapidamente para corrigir, mantendo a alegação de que os maiores números envolvidos correspondem a 0,001% de todo o material.
- Entre os documentos divulgados estavam nomes de figuras públicas e ligadas a artes, empresas, desporto e política, incluindo Howard Lutnick, Steve Tisch, Casey Wasserman e Andrew Mountbatten-Windsor; também surgiram referências a acusações associadas a Donald Trump, sem provas apresentadas.
O Departamento de Justiça dos EUA informou ter retirado do último lote de documentos relacionados com Jeffrey Epstein milhares de itens que podiam identificar vítimas. A ação foi comunicada por carta aos juízes de Nova Iorque responsáveis pelos casos de tráfico sexual contra Epstein e Ghislaine Maxwell.
O procurador federal Jay Clayton explicou que quase todos os documentos cuja publicação gerou reclamações foram removidos, bem como um número substancial de outros identificados pelo governo. A divulgação foi considerada inadequada por erros técnicos ou humanos.
O DOJ reforçou que, sempre que as vítimas sinalizam preocupações, os materiais são retirados do site público e republicados posteriormente, dentro de 24 a 36 horas, após validação da queixa. A prática visa proteger identidades.
Conteúdo divulgado e impactos
O vice-procurador-geral Todd Blanche reconheceu, em entrevista, que houve erros esporádicos, mas destacou que a instituição atua rapidamente para corrigi-los. Ele informou que a contagem de nomes expostos é de 0,001% do total.
A divulgação publicada na sexta-feira inclui mais de 3 milhões de ficheiros ligados a Epstein, com referências a artes, empresas, desporto e política. Entre os nomes mencionados está o secretário do Comércio, Howard Lutnick.
Nomes e ligações
Segundo os documentos, Lutnick planeou, em 2012, uma visita com a esposa à ilha de Epstein. Não fica claro se o encontro ocorreu. Lutnick afirmou não manter contato com Epstein desde 2005, após convite para um café.
Outra figura associada é Steve Tisch, coproprietário dos New York Giants, com quem Epstein manteve mensagens, principalmente em 2013, sobre questões relacionadas com mulheres. Casey Wasserman, presidente dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, também aparece.
Wasserman trocou mensagens com Maxwell há cerca de 20 anos, segundo os materiais. Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão por envolvimento em exploração de menores, associada a Epstein.
Figuras públicas e outras referências
Entre as referências está Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, que teria mantido contactos com uma vítima, segundo alegações que levaram a um processo. O caso terminou com acordo antes do julgamento em Nova Iorque.
Um e-mail revela um convite de Mountbatten-Windsor para almoçar no Palácio de Buckingham, sem confirmação de realização. Os documentos também contêm supostas acusações contra Donald Trump, ainda sem provas, segundo o FBI.
Contexto final
Jeffrey Epstein foi encontrado morto em 2019, na prisão, enquanto aguardava julgamento por alegadas agressões sexuais de menores. O material divulgado recente continua a levantar questões sobre ligações entre figuras públicas e Epstein.
Entre na conversa da comunidade