- Junior Pena, influencer brasileiro com quase meio milhão de seguidores, foi detido pelo ICE em Delaney Hall, Newark, Nova Jérsia, após faltar a uma audiência de legalização devido a uma falha do sistema que não registou o adiamento.
- O Brazilian Pena vive nos EUA ilegalmente há mais de 15 anos, saiu de Minas Gerais e passou pela Guatemala e México antes de entrar no país em fevereiro de 2009; afirmou ter passado pelas mãos de coiotes para chegar ao território norte‑americano.
- O controvérsia envolve as declarações anteriores de Pena sobre o ICE e a imigração, incluindo críticas de ações do ICE consideradas desumanas; ele já defendia Trump em conteúdos publicados.
- As reações nas redes sociais foram mistas, com muitos seguidores a ridicularizarem a detenção por defender Trump e criticar imigrantes, enquanto outros manifestaram apoio.
- O advogado de Pena, Andrew Lattarulo, pediu a libertação sob fiança ainda nesta segunda-feira e a continuidade do processo em liberdade; amigos tentam levantar cerca de 50 mil dólares para custos legais.
Um influencer brasileiro conhecido por apoiar Trump foi detido pelo Serviço de Imigração dos EUA (ICE) em New Jersey, este sábado. Junior Pena, que vivia ilegalmente nos EUA há mais de 15 anos, deixou de comparecer a uma audiência no processo de regularização e acabou detido pela equipa de imigração.
A detenção ocorreu no centro de detenção Delaney Hall, em Newark, Nova Jérsia. Segundo relatos, a falha no registo do adiamento da audiência levou à ausência de Pena, que seguia a cumprir as regras do processo, conforme explicou um amigo próximo ao UOL. O ICE confirmou a detenção com base no incumprimento.
Antes do incidente, Pena defendia que o ICE detinha apenas criminosos e criticava a política de imigração da Casa Branca. Nos seus vídeos, ele incentivava seguidores a não confiarem em certas informações sobre o sistema, referindo ainda críticas aos imigrantes em situação irregular.
A notícia gerou reação entre os seguidores, com mensagens de ridicularização de alguns e de apoio de outros. Em publicações recentes, comentários ironizam a defesa de Pena a Trump e sugerem que a detenção possa ter consequências para a sua situação migratória.
Ainda segundo o UOL, Pena havia divulgado, no passado, que o ICE realizava operações consideradas “desumanas” e que criticava a gestão da imigração. A mudança de tom refletia, à época, tensões com políticas migratórias norte-americanas.
Pena deixa Belo Horizonte, no Brasil, para os EUA em 2009, após passar por Guatemala e México. Em entrevista ao G1, em 2024, descreveu o percurso, incluindo o uso de coiotes para entrar no território norte-americano, e afirmou ter enfrentado riscos durante a travessia.
No momento, o brasileiro aguarda avaliação para possível transferência de estado, mecanismo que pode dificultar o contacto com familiares e advogados. O advogado Andrew Lattarulo busca obter fiança ainda nesta segunda-feira para que Pena responda ao processo em liberdade.
Protegido por contatos próximos, o grupo de Pena trabalha para angariar cerca de 50 mil dólares para custear a defesa e as despesas legais, segundo o Brazilian Times e o UOL. A defesa aponta para a intenção de obter libertação provisória mediante fiança.
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