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Cerimónia fúnebre de João Canijo realiza-se terça-feira em Lisboa

Cerimónia fúnebre de João Canijo realiza-se terça-feira em Lisboa; câmara ardente inicia às 19h na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, com homenagem às 20h

João Canijo, realizador português, faleceu aos 68 anos, com grande impacto no cinema
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  • O realizador João Canijo morreu na quinta-feira, aos 68 anos, perto de Vila Viçosa (Évora).
  • A cerimónia fúnebre e a câmara ardente vão decorrer na terça-feira, a partir das 19h, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa; a homenagem está marcada para as 20h.
  • Não foram adiantadas informações sobre o funeral, que deverá ser reservado à família.
  • Canijo encontrava-se a terminar o filme Encenação e a filmar há cerca de duas semanas a peça de teatro As Ucranianas, associada ao projeto.
  • Entre os filmes do realizador destacam-se Sapatos Pretos, Noite Escura, Mal Nascida, Sangue do Meu Sangue, Fátima, bem como o díptico Mal Viver/Viver Mal; venceu o Urso de Prata em Berlim (2023) e recebeu prémio de carreira no Cineuropa.

O realizador português João Canijo, que faleceu na quinta-feira aos 68 anos, terá a cerimónia fúnebre a decorrer em Lisboa. A câmara ardente startará terça-feira, a partir das 19h, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, com a homenagem às 20h. O funeral deverá, segundo a funerária Servilusa, ficar reservado à família.

Não foram divulgados pormenores sobre o funeral. A família e os responsáveis pela organização ainda poderão emitir informações adicionais.

Vida e carreira

João Manuel Altavilla Canijo nasceu em 1957, no Porto, onde frequentou História na Faculdade de Letras entre 1978 e 1980. Descobriu o cinema logo a seguir e tornou-se uma referência da geração de realizadores que destacou-se nos anos 1990, ao lado de Pedro Costa e Teresa Villaverde.

Iniciou a carreira como assistente de realização de cineastas como Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter. O seu percurso inclui títulos como Sapatos Pretos (1998), Noite Escura (2004), Mal Nascida (2007), Sangue do Meu Sangue (2011) e Fátima (2017). Em 2023 lançou o díptico Mal Viver e Viver Mal.

Obras recentes e reconhecimento

Entre os trabalhos mais recentes destacam-se Mal Viver (2023), considerado o seu melhor filme por explorar uma família de mulheres que gere um hotel. O filme ganhou o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim e, nesse mesmo ano, o prémio de carreira no Cineuropa, em Santiago de Compostela.

Nos projetos mais atuais, Encenação e As Ucranianas, Canijo voltou a trabalhar com um elenco de atuações já recorrentes, incluindo Rita Blanco, Anabela Moreira, Beatriz Batarda e Cleia Almeida, mantendo a marca do cinema de autor que lhe é reconhecido.

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