- O Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, realizou com sucesso o primeiro transplante facial do mundo numa mulher, utilizando um dador que foi euthanizado.
- A paciente sofria de necrose facial causada por uma infeção bacteriana, que lhe retirou parte central do rosto e dificultou comer, respirar e falar.
- O procedimento ocorreu há quatro meses, envolveu cento de profissionais e é pouco frequente: apenas cinquenta e quatro transplantes faciais no mundo, seis em Espanha, três no Vall d’Hebron.
- A dadora, autorizada para morte medicamente assistida, quis doar o rosto; o planeamento foi feito com diretrizes personalizadas em três dimensões para recetor e dador.
- A paciente já recuperou funções básicas e afirma que a vida está a melhorar, conseguindo falar, comer e beber, com a equipa médica a sublinhar a importância de uma intervenção multidisciplinar.
O Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, realizou o primeiro transplante facial do mundo numa mulher, recorrendo a um dador que faleceu por eutanásia. O procedimento ocorreu há quatro meses e envolveu uma equipa de 100 profissionais.
A intervenção, destinada a restaurar a parte central do rosto, surgiu após uma infeção bacteriana que causou necrose grave. Carme descreveu dificuldades graves na alimentação, respiração e na aparência facial, afetando a qualidade de vida.
A dadora, que autorizou a morte medicamente assistida, também decidiu doar o rosto. A equipa explicou que foi possível criar diretrizes personalizadas com planeamento em 3D para recetor e dador.
Para alcançar uma função facial estável, foram usadas técnicas de microcirurgia neurovascular, conectando nervos, vasos sanguíneos, pele, tecido adiposo, músculos e ossos. A avaliação psicológica antecedeu a cirurgia.
A recetora e a dadora nunca se conheceram, conforme previsto pela lei. Carme já retomou uma vida mais normal, podendo falar, comer e beber, com sensibilidade na área transplantada.
Intervenção multidisciplinar
A operação exigiu colaboração entre cirurgia plástica, imunologia, psiquiatria e outras especialidades. O objetivo foi reconstruir estruturas faciais garantindo respiração, visão e alimentação estáveis.
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