- O capitão Vladimir Motine, de 59 anos, foi considerado culpado de homicídio involuntário pela colisão entre o cargueiro português Solong e o petroleiro Stena Immaculate, no Mar do Norte, a 10 de março de 2025.
- A colisão causou a morte do marinheiro filipino Mark Angelo Pernia, de 38 anos, cercado pelas chamas.
- Motine afirmou ter tentado desativar o piloto automático e desviar, mas o navio não mudou de rumo; a defesa sustenta que, com 36 minutos de antecedência, o radar deveria ter mostrado o petroleiro.
- Os incêndios demoraram a ser controlados; nove minutos após a colisão, houve referência a um desaparecido e ordem de abandono; 23 tripulantes do Stena Immaculate e 13 do Solong sobreviveram.
- O acidente resultou em mais de 17 mil barris de querosene derramados; detritos plásticos do Solong foram dispersos pela costa de Yorkshire; as imobiliárias Ernst Russ e Crowley apresentaram queixas uma contra a outra.
Vladimir Motine, capitão de um cargueiro com bandeira portuguesa, foi considerado culpado de homicídio involuntário pela colisão com um petroleiro no Mar do Norte, em março de 2025. O acidente ocorreu a cerca de 20 quilómetros da costa nordeste de Inglaterra e causou a morte de um membro da tripulação do cargueiro português, o filipino Mark Angelo Pernia, de 38 anos.
O julgamento, que decorreu em Londres, ouviu que o navio Solong não conseguiu desviar da trajetória do Stena Immaculate, experimentalmente fretado pelo Exército dos EUA. O capitão alegou ter tentado desativar o piloto automático para manobrar, mas a manobra não teve efeito. A defesa sustenta que a equipa do Solong tinha a radar em funcionamento desde 36 minutos antes da colisão.
Durante a audiência foram reveladas gravações do interior da sala de controlo, incluindo áudio de russo entre os tripulantes pouco antes do impacto. A defesa destacou que o navio seguia a 15,5 nós e que o Stena Immaculate deveria ter surgido no radar com antecedência, segundo cálculos apresentados.
Veredito e consequências
Horas após o embate, Motine confirmou à guarda costeira que havia incêndio a bordo. O capitão referiu, numa troca de mensagens, que era responsável pelo acidente. Na altura, os 23 tripulantes do Stena Immaculate conseguiram chegar a terra firme, assim como 13 sobreviventes do Solong, apesar dos incêndios prolongados.
Mais de 17 mil barris de combustível do Stena Immaculate foram derramados no mar ou consumidos pelo fogo, segundo a Crowley, empresa que operava o petroleiro. A colisão provocou também a dispersão de grânulos de plástico nas águas e falésias da região de Yorkshire.
A Ernst Russ, proprietária do cargueiro, e a Crowley apresentaram queixas recíprocas, envolvendo disputas legais sobre responsabilidades pelo acidente e pelos danos. O caso permanece a decorrer em tribunal, com investigações e recursos adicionais que podem seguir-se.
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