- O capitão Vladimir Motine, de 59 anos, foi considerado culpado de homicídio involuntário pela Justiça britânica no caso de colisão entre o cargueiro português Solong e o petroleiro Stena Immaculate, no Mar do Norte, a 10 de março de 2025.
- A colisão causou a morte de um tripulante filipino, Mark Angelo Pernia, de 38 anos, do Solong; os outros tripulantes do Stena Immaculate e do Solong sofreram ferimentos e resgates seguiram-se ao incidente.
- Em julgamento em Londres, a defesa alegou que Motine tentou desativar o piloto automático para evitar o choque, mas a manobra não foi bem-sucedida; o procurador sustentou que não houve tentativa eficaz de evitar a colisão.
- O acidente provocou incêndios nos dois navios, com derrame de mais de 17 mil barris de querosene e dispersão de grânulos de plástico na região costeira de Yorkshire.
- No âmbito legal, as duas empresas envolvidas — Ernst Russ (proprietária do Solong) e Crowley (operadora do Stena Immaculate) — apresentaram uma queixa entre si após o acidente.
O capitão de um cargueiro português com passagem pela Rússia foi considerado culpado de homicídio involuntário pela Justiça britânica, no caso de uma colisão no Mar do Norte que ocorreu em março de 2025. A vítima foi um membro da tripulação do próprio navio, de origem filipina.
O Solong, bandeira portuguesa e operado por uma empresa alemã, colidiu pela manhã com o petroleiro Stena Immaculate, fretado pelo Exército dos EUA, a cerca de 20 quilómetros da costa nordeste de Inglaterra. O choque deixou um homem desaparecido e um ferido grave entre os tripulantes.
O julgamento, iniciado a 12 de janeiro em Londres, viu o capitão Vladimir Motine, de 59 anos, ser considerado responsável pela morte de Mark Angelo Pernia, marinheiro filipino de 38 anos. A defesa argumentou que o navio tentou desviar manualmente, mas o desvio não ocorreu.
Segundo a defesa, a queixa principal do magistrado era que o navio não mudou de rumo, ainda que o piloto automático tenha sido desativado. Os advogados indicaram que, a velocidades de 15,5 nós, o alvo deveria ter aparecido no radar com muito antecedência.
Gravações da sala de controlo do Solong foram apresentadas no tribunal, juntamente com uma reconstituição da trajetória do cargueiro. Vozes em russo foram ouvidas uma hora antes da colisão, seguidas de sons de voz durante os momentos críticos. O capitão manteve contacto com a guarda costeira após o incidente.
A confirmação de um incêndio no Solong surgiu durante o contacto com as autoridades britânicas, pouco antes do alarme de evacuação. Ao todo, foram necessários dias para controlar os incêndios em ambos os navios, com derramamento de combustível do Stena Immaculate.
Investigação e consequências
A empresa alemã proprietária do Solong e a fornecedora norte-americana do Stena Immaculate apresentaram queixas entre si após o acidente. O esforço de resgate envolveu 23 tripulantes do Stena Immaculate e 13 sobreviventes do Solong, com impactos ambientais significativos na costa de Yorkshire.
Entre na conversa da comunidade