- O Instituto Nacional de Meteorologia alertou para chuvas moderadas a fortes na terça-feira em três províncias do norte: Nampula, Cabo Delgado e Niassa, com volumes superiores a cinquenta milímetros em vinte e quatro horas.
- Moçambique já contabiliza setecentos vinte e três mil quinhentos oitaine afetados por cheias desde janeiro, com vinte e dois mortos; são cento e setenta mil centimas duzentas e vinte e três famílias afetadas.
- Os danos incluem três mil quinhentas quarenta e uma casas parcialmente destruídas, setecentas e noventa e quatro totalmente destruídas, cento e sessenta e cinco mil novecentos e quarenta e seis inundadas; cinquenta e um mil cento e cinquenta e um hectares de área agrícola afetados, com vinte e sete mil setecentos e sessenta e cinco dados como perdidos, afetando trêscentos e trinta e dois mil oitocentos e sessenta e três agricultores.
- O socorro prossegue sobretudo em Maputo e Gaza, sul do país, com ajuda humanitária já enviada por vários países, incluindo União Europeia, Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão.
- Desde o início da época das chuvas (outubro), já se registaram cento e quarenta e seis mortos, cento e quarenta e oito feridos e oitocentos quarenta e quatro mil duzentos e noventa e cinco afetados.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) de Moçambique alertou para chuvas moderadas a fortes no norte do país, na terça-feira. As zonas afetadas abrangem distritos das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa. O objetivo é informar sobre o potencial de precipitação superior a 50 mm em 24 horas.
As chuvas intensas seguem-se a semanas de aguaceiros e cheias, sobretudo no sul do país. O Inam pediu cautela e a adoção de medidas de segurança perante o aviso.
Até sexta-feira, o número de pessoas afetadas pelas cheias desde janeiro elevou-se para 723.289, com 22 mortos, segundo o INGD. Os dados são provisórios e atualizados ao meio-dia.
Entre as famílias afetadas, o INGD aponta 170.223 que perderam casas, com 3.541 residências parcialmente destruídas e 794 totalmente destruídas. Há ainda 165.946 inundadas.
À data, registaram-se 45 feridos e nove desaparecidos desde o início das cheias, bem como 451.571 hectares de área agrícola afetados, com 275.765 hectares considerados perdidos.
O balanço do INGD indica perdas significativas na pecuária, com 430.972 animais, entre bovinos, caprinos e aves, já afetados pelas cheias desde janeiro.
O socorro às famílias em áreas sitiadas, especialmente em Maputo e Gaza, continua a ser prioridade para as autoridades. Diversos países já enviaram ajuda humanitária.
Desde o início da época chuvosa, em outubro, o país soma 146 mortos, 148 feridos e 844.295 pessoas afetadas, conforme dados oficiais do INGD.
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