- O presidente da República elogiou a atuação da Proteção Civil diante da tempestade Kristin e afirmou que não quis fazer ruído em relação às palavras do primeiro-ministro.
- Disse que o Governo devia assumir a liderança dos acontecimentos e considerou correta a linha de atuação definida pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
- Refutou a ideia de que seria necessário declarar o estado de calamidade há mais tempo, dizendo que ninguém pediu essa declaração na véspera.
- Reforçou que houve falhas no sistema de comunicações de emergência Siresp, mas que, noutras situações difíceis, o sistema da Proteção Civil teve falhas maiores; destacou a necessidade de aprender com o episódio.
- Admitiu ter acompanhado a situação de forma discreta e explicou que não participou na visita à ANEPC para premier, por estar a receber um presidente de parlamento estrangeiro, mantendo que a linha da liderança governamental devia continuar.
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a atuação da Proteção Civil perante a tempestade Kristin e afirmou que não quis criar ruído, remetendo a que o Governo devia assumir a liderança dos acontecimentos. O comentário foi feito na Academia Militar, em Lisboa, numa sessão com jornalistas.
O Presidente afirmou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, definiu uma linha de atuação correta. Questionado sobre a eventual declaração de calamidade, sublinhou que não houve pedido formal nesse sentido na quarta-feira e que é fácil olhar para trás.
Relativamente ao sistema de comunicações de emergência Siresp, o chefe de Estado reconheceu falhas comparativas a situações antigas, mas frisou que o desempenho desta vez foi relativamente melhor. Propôs analisar lições para o futuro e prever estruturas, bem como criar um fundo para reforçar meios financeiros.
Avaliação da atuação e perspetivas futuro
Rebelo de Sousa disse ter acompanhado os acontecimentos, tendo elaborado duas notas escritas. Considerou que a decisão do Governo de liderar o processo foi apropriada e que permaneceu discreto para não perturbar a coordenação.
Explicou que não participou na visita à sede da ANEPC porque estava a receber outro chefe de Estado, acrescentando que seguiu os desdobramentos da resposta de forma contínua.
Fonte: Lusa
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