- Um caso britânico de dezembro de 2020 mostrou que bolores da humidade podem causar mortes por doença respiratória, após o inquérito apontar que a exposição prolongada teve papel determinante no desfecho do menor Awaab Ishak.
- O bolor dentro de casa não é apenas estético: pode representar um risco real para a saúde, sobretudo em habitações mal isoladas.
- No inverno, os fungos libertam esporos que permanecem no ar e podem desencadear reações alérgicas, irritação das vias respiratórias e, em alguns casos, pneumonia de hipersensibilidade.
- Em crianças, as vias aéreas mais vulneráveis e o tempo passado em casa podem tornar os sintomas mais evidentes, com tosse, pieira e infeções respiratórias frequentes.
- Para prevenir, o presidente da SPAIC recomenda controlar a humidade, arejar, usar exaustores, reduzir condensação e corrigir infiltrações na origem, em vez de soluções cosméticas.
Alergias de inverno ganham destaque com casos de bolor. Em dezembro de 2020, uma criança britânica de dois anos faleceu após uma doença respiratória grave. O inquérito aponta que a exposição prolongada a humidade e bolor na habitação teve papel determinante no desfecho. O caso é trazido à tona pelo presidente da SPAIC.
O estudo cita que o bolor em casa não é apenas questão estética, mas um risco real para a saúde. O tema das alergias costuma surgir na primavera, mas as reações agudas podem ocorrer noutras alturas do ano e por diferentes agentes.
O inverno coloca o foco no bolor quando há manchas em paredes e tetos de habitações mal isoladas. Os fungos libertam esporos que permanecem suspensos no ar e, ao serem inalados, atingem vias aéreas, com impacto variável conforme suscetibilidade, exposição e historial médico.
Riscos, sintomas e consequências
Especialistas destacam que, em alguns casos, desenvolve-se sensibilização alérgica com rinite, sinusite, conjuntivite e asma. Em crianças, vias aéreas mais vulneráveis e maior tempo passivo em casa tornam o problema mais evidente, com pieira frequente e infeções respiratórias.
As bolores podem também provocar complicações graves, como pneumonites de hipersensibilidade. A infeção fúngica invasiva é rara, mas pode ser grave em indivíduos com imunidade muito baixa.
Os sinais incluem congestão nasal, corrimento, tosse persistente, garganta irritada, pieira e sensação de falta de ar, agravando-se com a comorbidade respiratória existente. Em qualquer caso, a exposição constante favorece a evolução clínica.
Prevenção e medidas práticas
É crucial tratar o bolor como risco evitável no quotidiano. A prevenção passa por controlar a humidade no interior da habitação. Aconselha-se arejar diariamente e utilizar exaustores na cozinha e na casa de banho, especialmente no inverno.
Reduzir a condensação é essencial; evitar encostar mobiliário a paredes frias também ajuda. Secar roupa em ambientes fechados deve ocorrer apenas com renovação de ar. Em caso de infiltrações ou fugas de canalização, a solução não é cosmética: é necessária a correção da origem do problema.
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