- O presidente do Comité Militar da NATO, Giuseppe Cavo Dragone, disse que a coesão entre os membros é fundamental e que, embora existam diferenças, estas os tornam melhores.
- Em plena reunião de chefes de defesa, sublinhou que a situação de segurança em início de 2026 continua extremamente difícil, com a guerra na Ucrânia, instabilidade na fronteira sul e tensões sobre as aspirações dos EUA na Groenlândia.
- Alertou para ciberataques, sabotagem, coerção e desinformação, destacando que as novas tecnologias aceleram estas ameaças híbridas e dificultam o rastreio.
- Referiu os esforços para alcançar a paz na Ucrânia, liderados pelos EUA e pela Coligação de Voluntários (França e Reino Unido), e destacou o reforço da vigilância e exercícios, incluindo Baltic Sentinel e Eastern Sentinel.
- O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pediu aos aliados que cumpram compromissos na cimeira de Ancara, em julho, aumentando o investimento em defesa e a responsabilidade de europeus e Canadá, além de elevar a prontidão.
O presidente do Comité Militar da NATO, Giuseppe Cavo Dragone, declarou que a coesão entre os aliados é essencial, mesmo quando existem divergências. Afirmou que as diferenças são normais numa aliança de democracias e podem contribuir para tornar o grupo mais forte.
O dirigente italiano fez as afirmações no início de uma reunião dos chefes de defesa da NATO, em meio a tensões sobre as intenções dos Estados Unidos em relação à Groenlândia, território autónomo dependente da Dinamarca.
Dragone destacou que a segurança global, no início de 2026, continua desafiadora por causa da guerra na Ucrânia, da instabilidade na fronteira sul e de impactos sobre rotas comerciais e fluxos de energia. Alertou para riscos de ciberataques, sabotagem e desinformação.
O responsável salientou ainda os esforços da Aliança para reforçar a vigilância e a proteção dos aliados, incluindo as iniciativas Baltic Sentinel e Eastern Sentinel, no flanco leste, bem como o aumento da escala de exercícios militares.
Segundo Dragone, a NATO tem procurado responder com uma postura de dissuasão e defesa em visão de 360 graus, reforçando capacidades para enfrentar ameaças híbridas e rápidas com impacto transversal.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, transmitiu uma mensagem em vídeo aos chefes de defesa, destacando a urgência de cumprir compromissos antes da cimeira de Ancara, em julho, e de intensificar o investimento em Defesa.
Rutte sublinhou a necessidade de os aliados europeus e o Canadá assumirem maior responsabilidade pela dissuasão e defesa convencionais, além de aumentar a prontidão para o combate e alocar recursos aos planos da aliança.
A mensagem reforçou ainda a importância de atualizar periodicamente a abordagem de dissuasão, mantendo a NATO preparada para enfrentar desafios atuais e futuros, de forma coordenada.
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