- O julgamento do processo de Elon Musk contra a OpenAI e dois dos seus dirigentes começa a 27 de abril, em Oakland, Califórnia.
- Musk acusa Greg Brockman e Sam Altman de desviarem a OpenAI da sua missão de entidade sem fins lucrativos ao alterarem os estatutos em 2025.
- A OpenAI foi criada em 2015; Musk afastou-se da co-presidência em 2018, mantendo contactos e oferecendo milhões de dólares à empresa.
- Musk afirma ter tido a ideia do nome OpenAI, pretendendo simbolizar uma IA benéfica para a humanidade e fomentar código aberto até a GPT‑2 em 2019; a empresa passou a manter modelos fechados.
- Em 2025, os estatutos foram alterados para uma public benefit corporation, facilitando financiamento privado; Sam Altman foi demitido em novembro de 2023 e reintegrado dias depois, após apoio de funcionários.
Elon Musk avançou com uma ação contra a OpenAI e dois dos seus líderes, em que acusa a organização de ter desviado da sua missão original. O processo tem início marcado para o dia 27 de abril, numa corte federal de Oakland, Califórnia, com o julgamento previsto para começar nesse dia.
De acordo com o processo, Musk afirma que Greg Brockman e Sam Altman alteraram os estatutos da OpenAI em 2025 para transformar a empresa numa entidade privada com fins lucrativos, afastando-a do modelo inicial de organização sem fins lucrativos. O objetivo, segundo o queixa, foi facilitar a captação de fundos e ampliar o controlo de acionistas.
Musk co-fundou a OpenAI em 2015 e afastou-se da co-presidência em 2018, mantendo contactos com a direção. O empresário contesta a mudança de estratégia, que incluiu a passagem de uma filosofia de código aberto até modelos fechados, com menos acesso ao código-fonte.
Contexto do caso
O processo alega que a ideia do nome OpenAI refletia uma missão de IA benéfica para a humanidade, em contraste com interesses lucrativos. O incidente histórico envolve também a crítica de Musk à nova direção, e a subsequente criação da sua própria empresa, a xAI, com fins lucrativos, após a mudança de curso da OpenAI.
O documento judicial indica ainda que a liderança enfrentou dúvidas sobre transparência em novembro de 2023, com a demissão temporária de Altman e subsequente reintegro sob pressão de funcionários. O tribunal deverá esclarecer a gestão da OpenAI sob a liderança atual.
O desfecho do caso poderá esclarecer a relação entre a missão original da OpenAI e a sua evolução para uma estrutura mais permissiva a investimentos privados, bem como o papel de Altman na direção da empresa. As partes envolvidas não comentaram de forma pública antes do julgamento.
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