Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Onda de choque em estrela morta intriga astrónomos

O Observatório Europeu do Sul assinala onda de choque incomum a redor de uma anã branca, sugerindo jato contínuo há pelo menos mil anos potencialmente ligado a um campo magnético

Observação de onda de choque em redor de estrela morta intriga astrónomos
0:00
Carregando...
0:00
  • Observações com o Very Large Telescope (VLT), no Chile, detetaram uma onda de choque em redor da estrela morta RXJ0528+2838, a setecentos e trinta anos-luz da Terra.
  • A estrela é uma anã branca e, segundo as imagens, está a expelir um jato potente há pelo menos mil anos.
  • A forma e o tamanho da onda de choque sugerem um jato duradouro, algo que não é comum em estrelas sem disco.
  • Os investigadores apontam que o forte campo magnético da RXJ0528+2838 pode contribuir para alimentar o jato.
  • O estudo, com estas descobertas, foi descrito na revista Nature Astronomy e divulgado pelo Observatório Europeu do Sul.

O Observatório Europeu do Sul (OES) confirmou a deteção de uma onda de choque em redor de RXJ0528+2838, uma anã branca. As imagens foram captadas pelo telescópio VLT, no Chile, e o estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.

A estrela situa-se a 730 anos-luz da Terra. Em condições normais, ondas de choque resultam de gás e poeira estelar a colidir com o meio circundante; no entanto, o OES destaca que RXJ0528+2838 não deveria apresentar este fenómeno.

A forma e o tamanho da onda sugerem que a anã branca está a expelir um jato há pelo menos mil anos. Os astrónomos ainda não sabem como uma estrela morta sem disco alimenta um jato tão prolongado.

Próximos passos

Mais estudos são necessários para confirmar a explicação da onda de choque. A investigação foca-se em entender a interação entre o jato, o campo magnético da estrela e o meio circundante.

Contexto

O OES é a agência que coordena a observação com o VLT e integra Portugal. A descoberta acrescenta uma perspetiva nova sobre o comportamento de anãs brancas em ambientes estelares. As conclusões dependem de dados adicionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais