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PS afirma que orçamento da Ponta do Sol é insuficiente para necessidades

PS abstém-se no orçamento de 2026 na Ponta do Sol, criticando cortes de quarenta por cento no Ambiente e vagas criadas sem concursos, com falhas em habitação

Diário de Notícias da Madeira
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  • Os vereadores do PS abstiveram-se na votação do orçamento e plano do Município para 2026 na Câmara da Ponta do Sol, considerando o documento aquém das necessidades.
  • O PS aponta cortes de quarenta por cento no Ambiente, de 3,2 milhões para 1,9 milhões de euros em 2026, impactando redes de água, saneamento básico e a ETAR.
  • Questiona-se a redução de duzentos mil euros nas despesas com pessoal e a inscrição de 38 novos postos, sugerindo possível criação de vagas sem concursos públicos.
  • Consideram irrisórios os valores para habitação e para soluções de estacionamento, defendendo respostas para acesso à casa e bolsas de estacionamento para moradores.
  • Reclamam ainda que a Câmara não avança com a Nave Desportiva na Madalena do Mar, apesar do Pavilhão já não comportar a atividade das associações desportivas.

Os vereadores do PS na Câmara Municipal da Ponta do Sol abstiveram-se na votação do orçamento e do plano para 2026. A abstenção reflete críticas ao que consideram uma orçamentação abaixo das necessidades do concelho e da população.

O PS aponta cortes significativos em áreas básicas, nomeadamente Ambiente, Habitação e Mobilidade. Afirmam que as propostas de 2026 reduzem verbas para o Ambiente em 40%.

Os socialistas destacam que as verbas para Ambiente passam de 3,2 milhões de euros este ano para 1,9 milhões em 2026, o que, segundo o partido, prejudica redes de água, saneamento e a ETAR.

Controvérsias sobre despesa de pessoal e vagas

Os vereadores questionam a redução de 200 mil euros nas despesas com pessoal, insinuando uma possível ocultação de despesa corrente. Alertam ainda para a inscrição de 38 novos postos de trabalho sem referência de concursos públicos.

Há críticas à alocação para Habitação e para soluções de estacionamento, consideradas irrisórias face às necessidades locais e à procura turística na região.

Falta de grandes obras e promessas

O grupo parlamentar aponta que a Câmara não avança com a Nave Desportiva na Madalena do Mar, apesar da existência de um Pavilhão que já não suporta a atividade de várias associações desportivas. Consideram um orçamento cheio de promessas sem verba executável.

Segundo os socialistas, o orçamento apresentado não oferece resposta concreta para acesso à habitação nem para a ordenação do estacionamento, sobretudo para moradores. A votação ocorreu nesta sexta-feira.

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