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Festival questiona se IA pode representar a inteligência africana

FEMUA: Black M chega atrasado e reforça o debate sobre IA, destacando o peso económico da África, hoje apenas 1% do negócio global

Black M, um dos mais populares *rappers* franceses, agora radicado na Costa do Marfim, levou as suas questões identitárias ao palco do FEMUA
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  • No FEMUA, políticos, diplomatas, académicos e músicos destacaram que apenas 1% do negócio atual passa por África e que não pode ser mais uma oportunidade perdida.
  • Black M chegou com mais de uma hora de atraso à tenda MTN, a maior operadora de telecomunicações do continente, e teve cerca de dez minutos para falar sobre a inteligência artificial.
  • Black M, rapper francês popular e agora radicado na Costa do Marfim, levou questões identitárias ao palco do festival.
  • O tema discutido foi a inteligência artificial, com a plateia sub-18 visivelmente excitada por entre anúncios de pacotes de dados e aplicações digitais.
  • O público presente no evento bear os debates sobre o papel de África no negócio atual da tecnologia e da IA.

No Festival des Musiques Urbaines d’Anoumabo (FEMUA), figuras políticas, diplomatas, académicos e músicos reuniram-se para debater o peso do continente africano no que se refere ao negócio da inteligência artificial. O debate, que envolve a ideia de que apenas uma minoria do mercado global passa por África, foi apresentado como uma oportunidade para demonstrar o potencial regional.

A maioria dos intervenientes defendeu que a África não pode continuar a ser apenas espectadora de tendências tecnológicas, defendendo que o continente tem talento, dados e mercado emergente para atrair investimento e desenvolvimento. O objetivo é criar um ecossistema que beneficie empresas locais e cooperações internacionais.

Black M, rapper francês muito conhecido, participou no evento com atraso significativo. O artista, agora com residência na Costa do Marfim, fez uma intervenção de cerca de dez minutos dirigida ao público presente, composto sobretudo por jovens, sobre a temática da inteligência artificial.

O momento ocorreu na tenda MTN, a maior operadora de telecomunicações do continente africano, numa altura em que a empresa tem sido protagonista de campanhas de dados móveis e aplicações digitais. A presença de Black M no palco do FEMUA foi marcada por a participação de público jovem e entusiasmo moderado.

Black M partilhou perspetivas sobre identidade e tecnologia, abordando questões ligadas à representação africana na IA. A atuação agregou elementos de música e comentário social, num formato breve diante de uma plateia que procurou ouvir a voz de um artista internacional próximo do continente.

O FEMUA, que decorre em Abidjan, reúne artistas e personalidades de várias áreas para discutir o papel da África no cenário tecnológico global. O evento destacou, entre outros temas, a importância de políticas públicas que incentivem inovação, formação e investimento.

A organização do festival não confirmou detalhes adicionais sobre futuras intervenções de outros convidados, mantendo o foco em debates sobre o acesso a tecnologias e oportunidades de negócio no continente. O objetivo é esclarecer o papel da África no ecossistema global de IA e tecnologia.

Na conclusão desse segmento do FEMUA, especialistas repetiram a necessidade de parcerias entre governos, empresas locais e comunidades para transformar o interesse em ações concretas. A fala de Black M reforçou a intersecção entre cultura e tecnologia no debate africano.

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