- Paula Rego inaugura a primeira retrospetiva nos países nórdicos, em Oslo, em exposição patente até 2 de agosto.
- A mostra começa com a pintora a dançar com Edvard Munch e, depois, Rego permanece sozinha.
- Entre as obras, surge uma imagem de uma mulher a segur ar um bebé muito magro, com um vestido azul e o rosto virado para um sol intenso.
- A criança está ao lado da mãe, com o braço alongado, apoiada pela barriga ainda saliente da mulher.
- A peça enfatiza a expressão de desespero da mulher, suscitando a dúvida se estará a chorar ou a gritar.
Paula Rego estreia no norte da Europa com a primeira retrospetiva dedicada à sua obra nos países nórdicos, em Oslo. A exposição inaugurou no museu da cidade e fica patente até 2 de Agosto. A curadoria apresenta a trajetória da pintora portuguesa, com foco na dimensão humana das suas cenas.
Numa das obras em destaque, uma mulher segura um bebé muito magro, vestindo um vestido azul. O rosto está virado para um sol que se sugere intenso, refletindo tons fortes. A criança tem o braço estendido ao longo do corpo da mãe, que a apoia na barriga ainda saliente.
A imagem transmite, pela expressão, desespero ou dor, numa leitura que parece sublinhar vulnerabilidade. A figura feminina aparece sozinha na composição, como é característico na produção de Rego, que deixa vincada a intensidade emocional.
A retrospectiva marca a presença de Paula Rego no espaço nórdico pela primeira vez, oferecendo aos visitantes uma leitura focada na relação entre maternidade, sofrimento e poder. A mostra está em curso no Oslo e permanece até 2 de Agosto.
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